terça-feira, 12 de setembro de 2017

A 7º Tasting Wines of Chile em São Paulo

E lá se vão 7 anos. Lembro-me perfeitamente da primeira edição onde participei, representando, um grande produtor de vinhos, a Undurraga, através da importadora a qual trabalhava na época, e de lá para cá a representatividade desta grande tasting veio só aumentando. Todos os players do mercado a esperam, estão lá, muitas vezes para conferir o que já foi conferido há tempos, mas sempre com o olhar pronto na expectativa em descobrir algo novo, aquele produtor nunca visto antes, cujos vinhos são espetaculares. E é exatamente aí, neste exato ponto, em que eu me apego, neste prazer em dizer a mim mesma: que vinho, que produtor fantástico! Porém jamais deixo de visitar e aplaudir, aquelas que sempre merecerão palmas, as Vinãs já consagradas no mercado e admiradas por mim. A 7º Tasting Wines of Chile em São Paulo, realizada no dia 08 de agosto de 2017, em mais um ano me deixou feliz. E já que o assunto aqui é felicidade, nada melhor do que falar a respeito daqueles especiais que eu degustei. 

A seleção dos rótulos é sempre feita com muito carinho. Pois é baseada naquilo que mais me agrada



Diante de tantas opções, a seleção dos rótulos degustados é como uma peneira, onde a avaliação dá-se levando em consideração, a minha avaliação meramente pessoal, ou seja, aqueles que mais me agradam, e assim inicio essa pequena tour falando do primeiro vinho delicioso degustado nesta importante wine tasting. Grey Glacier Sauvignon Blanc 2016, um vinho 100% Sauvignon Blanc, produzido pela já conhecida Viña Ventisquero. Suas uvas são de vinhedos da região Loncomilla, no Chile, o qual está a uma distância de 23 Km do mar. Apresenta aromas cítricos os quais remetem a limão, toranja, lima-limão, grama cortada e notas herbáceas. Tem ótimo frescor, boa estrutura, para ser um vinho branco, e notável acidez. Quem o importa é a Cantu. Seu preço médio de venda ao consumidor final é de R$ 120,00.

Quis, dali mesmo, degustar rapidamente um vinho rosé, e então, felizmente encontrei um dos que eu mais me encantei em toda a prova. Las Niñas Gran Reserva Mourvédre Rosé 2016. Nossa, há tantos elogios para este vinho! Primeiramente é elaborado por uma Viña sem importador no Brasil, portanto foi realmente uma achado, pois é uma grande novidade no mercado. Foi fundada - a vinícola - no ano de 1996 por três famílias francesas, que trabalham a viticultura sobre preceitos orgânicos, biodinâmicos e sustentáveis. Este varietal 100% Mourvédre é também muito diferenciado, pois comumente esta casta está sempre associada a blends, como a exemplo, ao clássico corte GSM (Grenache, Syrah, Mourvédre), sendo mesmo este, de fato, um exemplar de rosé bem particular. Frutas vermelhas, um toque herbáceo, aromas florais bem expressivos, excelente intensidade e frescor em boca, super equilibrado. Amei! Aqui deixo minha atenção aos importadores: é um excelente produtor! Uma verdadeira joia querendo entrar no mercado nacional. Deixarei aqui o site da Viña Las Ninas, pois vale a pena clicar para conhece-la: http://www.vinalasninas.com/

Saindo da mesa da Viña Las Ninas, iniciei a degustação de tintos, e assim provei o ALWA Red Blend 2013, do produtor Anakena, com corte nas castas Cabernet Sauvignon, Carmenère e Syrah. Frutas vermelhas escuras lembrando ameixas frescas, tabaco e pimenta. Tem boa complexidade e boa persistência em boca. Quem o importa é a Winebrands.

E a degustação veio evoluindo, finalizando com vinhos tintos muito especiais




Vinhos tintos muito especiais. A partir daqui, os vinhos ganham mais estrutura, potência e grande elegância. Vinhos para degustar e deleitar-se! Casas Del Bosque Gran Reserva Syrah 2015 é um monovarietal da casta Syrah, importado para o Brasil pela Domno, o mesmo grupo da excepcional e 100% Brasuca, Casa Valduga. Violetas, frutas silvestres, uma nota mineral (petrolada), grande intensidade e persistência em boca. Está tudo ali. O vinho estagiou 14 meses em barris de carvalho francês novos e usados. Sem valor médio ao consumidor final no material concedido aos participantes, porém aos interessados (pois vale muito a pena) na aquisição deste belo exemplar de Syrah do novo mundo, basta clicar no site da Domno Importadora: http://www.domno.com.br/

Coyam 2013 é um tinto orgânico de corte em sete variedades de castas, são elas: Syrah, Carmenère, Merlot, Cabernet Sauvignon, Mourvédre, Malbec e Petit Verdot. Cerejas, ameixas, pimenta, couro, ótima acidez, complexidade e equilíbrio. Muito interessante é descobrir que a palavra Coyam, na língua dos índios Mapuches do Chile, significa carvalho. Quem o importa é a La Pastina. Seu valor médio ao consumidor final é de R$ 198,00.

Encierra 2013 quase, quase, finaliza a prova, um vinho fantástico de um produtor que já fez sua história no país por pertencer aos mesmos fundadores da Viña Los Vascos. Um tinto escuro, quase velado, com notas sedutoras de frutas vermelhas escuras, lembrando ameixas, amoras e cerejas negras. Volumoso, equilibrado, de final longo e muito persistente na boca. Quem o traz para o Brasil é a Vinhos do Mundo. O valor médio ao consumidor final é de R$ 250,00

Ao final da prova, não poderia mesmo deixar de passar, alí, naquela que é desde sempre uma das melhores vinícolas do Chile, a mesa de degustação da Viña Montes. Montes Alpha M 2012. Se Bacco assim o pudesse degustar, certamente iria disputa-lo com o lindo anjo o qual ilustra o seu rótulo. Corte 100% de castas francesas: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Petit Verdot. Frutas vermelhas maduras, ameixas, alcaçuz e especiarias. Não deixa nada, nadinha mesmo a desejar! É muito semelhante aos bons vinhos de Bordeaux e aos de Bolgheri também. Sublime! Quem o importa é a Mistral. Seu custo médio ao consumidor final é de R$ 664,96.


Até o próximo post!
Vanda Meneguci