domingo, 23 de agosto de 2015

Tannat Tasting Tour 2015

Foi-se o tempo que vinhos Tannats uruguaios era sinônimo de vinhos durões, ou seja, cheio de taninos potentes e até mesmo difíceis de beber. A terra do Tannat vem me tirando muitos aplausos desde a primeira edição deste mesmo evento realizada no ano passado. Claro que a estrela principal, a casta Tannat, continuou brilhando plenamente, mas não ofuscou o brilho de outras uvas que revelaram que no Uruguai também se produz deliciosos vinhos brancos de Sauvignon Blanc e Syrah, entre outras castas, cheios de frutas e de grande expressão. Foi isso e mais um pouco que eu presenciei neste Tannat Tasting Tour 2015, realizado no dia 19 de agosto no Intercontinental em São Paulo, patrocinada pelo Instituto Nacional do Vinho (INAVI), do Uruguai, pelo Ministério das Relações Exteriores e organizado pela CH2A Comunicação. E vamos ao que mais gostamos, aos excepcionais vinhos apresentados nesta edição.

Delicadeza misturada a uma boa surpresa já senti ao degustar dois vinhos do produtor Viñedo de Los Vientos, da região de Atlántida, Canelones: Estival 2012 e Tannat 2012, o primeiro um branco de Gewurztraminer, Chardonnay e Moscato Bianco, cheio de frutas tropicais, maracujá azedinho, abacaxi, flores brancas e até um delicioso amendoado em boca. Já o Tannat 2012 apresenta um aroma gostoso de cacau em pó, frutas vermelhas escuras como amoras e ameixas, confirmando em boca a expressão das notas olfativas, com taninos muito prontinhos, misturando uma potência desejada com elegância. O rótulo das garrafas são dignos de uma Capela Sistina! Quem os importa no Brasil é a wine: www.wine.com.br

Dois rótulos do produtor Ariano, também da região de Canelones, deixaram-me surpresa. Os tintos Don Adelio Ariano Reserva Tannat 2011 e Don Adelio Ariano Reserva Tannat - Syrah 2011, ambos realmente fantásticos, o primeiro com aromas intensos de frutas vermelhas escuras, taninos
bem integrados, pronto, pronto para degustar e o segundo seguindo na mesma linha, com frutas vermelhas escuras, toque de menta e especiarias. Dois são os importadores no Brasil, a Galeria dos Vinhos e a Santar para ambos os vinhos (Don Adelio Ariano Reserva Tannat 2011 e Don Adelio Reserva Tannat - Syrah 2011): www.santar.com.br

E o Uruguai também é terra de ótimos Cabernets Franc, e isso ficou mais que comprovado após degustar o Alto de la Ballena Rosé Merlot Cabernet Franc 2014 e Alto de la Ballena Reserva Cabernet Franc 2008, da pequena vínicola boutique de 8 hectares de mesmo nome, localizada a pouco menos de 15 km de Punta Ballena, no departamento de Maldonado. O Rosé de duas uvas tintas é deliciosamente fresco e frutado, com destaque a notas olfativas de morango, framboesa e citrinas, de ótima persistência em boca; já o Reserva Cabernet Franc é surpreendentemente muito bem vinificado, tá tudo certo nele, grande intensidade de frutas vermelhas, especiarias, aspargo, fumo. Muito fresco, tem mineralidade nele, não se sente a graduação alcoólica de 14% de tão equilibrado que é. Me impressionou e muito. O importador é a La Charbonnade: www.lacharbonnade.com.br

Visitar a mesa onde estavam os vinhos do produtor Montes Toscanini (região de Las Piedras, Canelones) foi um  mais tour, muito difícil; difícil porque os vinhos estavam pra lá de ótimos, dentre vinhos brancos e tintos variados, mas como os louvores principais desta publicação são especialmente para o vinhos Tannat- também não quero me prolongar para não deixar esta publicação deveras extensiva - então falarei de dois exemplares curiosos tanto pela beleza na vinificação perfeita, (novamente tudo certo, tudo no lugar, ou seja, aromas, boca, equilíbrio, prontidão) o fato curioso em dois vinhos: Carlos Montes Tannat 2011 e MT Criado em Roble Blend Tinto 2012, este último blend de Tannat e Syrah, (tive que parabenizar pessoalmente o simpático enólogo Leonardo Montes Toscanini) é que estes não foram filtrados e incrivelmente há brilho contido em ambos, e isso é perfeito. Possuem zero de turbidez! O importador é a Casa Flora: www.casaflora.com

E como a cereja do bolo, que é o último ingrediente a ser posto, o meu tasting tour foi finalizado com chave de ouro. Guardem bem o nome deste produtor, Familia Irurtia da região da Colonia. Km.0 Gran Reserva Tannat Roble é a cereja em questão, ou melhor a geleia. Seus aromas de geleia de ameixas se funde a outras frutas vermelhas e a muita mineralidade. Os taninos estão extremamente harmoniosos, com um final de boca elegante e persistente. Disse eu a María Silvia Bianchi, contato comercial da Familia Irurtia  a qual estava realizando também o serviço de degustação: "Esse vinho tem muita mineralidade, é como se eu sentisse o cheiro das pedras molhadas de um rio", e ela me respondeu: "Esta é a maior expressão de Carmelo, estamos próximos ao Rio de la Plata!" E me deu de presente o restante do vinho em quase um terço da garrafa. Aplausos e bis. Quem importa os vinhos Familia Irurtia no Brasil é a Import All. Estou num relacionamento de paixão intensa com o vinhos do Uruguay!



Até o próximo post!
Vanda Meneguci.

domingo, 16 de agosto de 2015

Miolo lança minicurso de degustação com vinhos e espumantes de regiões brasileiras





Reconhecido como líder no mercado nacional de vinhos finos, o Grupo Miolo também desempenha um papel essencial no incentivo à cultura vitivinícola e, a partir do mês de agosto, apresenta mais uma ação que oferece ao público a oportunidade de ampliar seus conhecimentos sobre o universo do vinho brasileiro: o minicurso de degustação, ministrado naVinícola Miolo, em Bento Gonçalves (RS), por profissionais especializados de um dos mais tradicionais e inovadores grupos do Brasil.

Com duração de duas horas e roteiro exclusivo, o minicurso começa com uma visita técnica que leva os alunos para acompanharem o processo de elaboração de vinhos e espumantes na vinícola, sob a supervisão de um enólogo ou sommelier do grupo. Na segunda parte, os participantes seguem para uma sala de degustação com instalações modernas e climatizadas para conhecer os terroirs brasileiros, regiões onde os vinhos são elaborados, e as características singulares de cada uma. A atividade final permite, além do conhecimento teórico, degustar vinhos ou espumantes provenientes do Vale dos Vinhedos, Campanha e Campos de Cima da Serra, no Rio Grande do Sul, e Vale do São Francisco, na Bahia, oferecendo aos aprendizes um contato prático com a essência do vinho brasileiro. 

Os participantes recebem o Manual do Vinho, livreto assinado pelo enólogo da família, Adriano Miolo, que apresenta toda a teoria sobre elaboração, degustação e harmonização, e também ganham uma taça de cristal Oxford personalizada.

O investimento para o minicurso de degustação de vinhos é de R$ 45,00 por pessoa e os agendamentos podem ser realizados para grupos superiores a 15 pessoas pelo telefone(54) 2102 1553 ou através do e-mail visita@miolo.com.br.

Além do minicurso de degustação, é possível se encantar com a Vinícola Miolo, no Vale dos Vinhedos com outras duas opções de atividade: a visitação pela vinícola (com duração de uma hora e custo de R$ 20,00), e com os cursos de degustação mensais (com duração de um dia, incluindo almoço harmonizado e diploma, com custo de R$ 160,00).

Informações: www.miolo.com.br

Miolo Wine Group

Um dos maiores e mais reconhecidos grupos do Brasil, o Miolo Wine Group elabora 12 milhões de litros de vinhos finos por ano e é a empresa que mais exporta vinhos no País, para mais de 30 países. A vinícola iniciou seus trabalhos em 1897, quando o italiano Giuseppe Miolo chegou ao Brasil. Hoje, possui projetos em diferentes regiões: Vale dos Vinhedos (RS), Campanha (RS), Campos de Cima da Serra (RS) e Vale do São Francisco (BA).


Informou:
Direção: Alessandra Battochio Casolato - alessandra.casolato@ch2a.com.br
Coordenação: Magaly Corgosinho - coordenadoria@ch2a.com.br
Tel.: +55 11 3253.7052 | +55 11 9 9239 0569

Até o próximo post!
Vanda Meneguci

domingo, 2 de agosto de 2015

Degustação de vinhos espanhois ICEX



Em mais um ano consecutivo, a ICEX (España Exportación e Inversiones) promoveu a degustação de vinhos espanhóis, esta, realizada nesta última quarta-feira, dia 29 de julho, na ABS-SP. Foi uma seleção de 8 rótulos escolhidos a dedo, provenientes das denominações: Cava D.O (a qual recentemente voltou a ser uma Denominação de Origem), Rioja D.O.Ca e Ribeira del Duero D.O (a terra da aclamada empresa Vega Sicília). Antes da degustação dos vinhos, a qual seguiu a sequência na ordem das denominações já citadas, Arthur Azevedo, Presidente da ABS-SP, brilhantemente apresentou as referidas regiões dando detalhes importantíssimos referentes a geografia, gastronomia local e castas principais. 



Vamos então para os vinhos?



1) Freixenet Cordón Negro Brut
Produtor: Freixenet
Ano: não safrado
Casta: Macabeo, Xare.lo e Parrellada
País: Espanha
Região: Sant Sadurni D´Anoia
Importadora: Qualimpor
Análise organoléptica:
Visual/Cor: amarelo palha com reflexos verdeais, apresentando bolhas pequenas e numerosas. 
Aroma: aromas delicados de frutas tropicais, frutas citricas, aromas minerais e de fermentação (levedura, pão).
Boca: na boca apresenta boa fruta, acidez refrescante e ótima persistência.



2) Freixenet Vintage Reserve Brut
Produtor: Freixenet
Ano: 2012
Casta: Macabeo 50%, Xare.lo 15% e Parrellada 35%
País: Espanha
Região: Sant Sadurni D´Anoia
Importadora: Qualimpor
Análise organoléptica: 
Cor: amarelo palha com reflexos verdeais, apresentando bolhas pequenas e numerosas. 
Aroma: há mais complexidade devido ao contato do mosto com as borras, ou seja, com as leveduras. Notas de frutas cítricas, frutas de caroço e leve tostado.
Boca: na boca é fresco, muito refrescante, apresentando corpo, acidez e muita persistência.



3) Ontañon Vetiver 
Produtor: Bodegas Ontañon
Ano: 2012
Casta: 100% Viura
País: Espanha
Região: DOCa Rioja
Importadora: Tahaa Vinhos
Análise organoléptica:
Cor: amarelo palha (de médio para claro) com reflexos verdeais.
Aroma: frutas brancas, notas florais e até minerais, essas bastante evidentes dada a qualidade do solo calcário presente na região.
Boca: é muito fresco e agradável, de boa persistência, ótima acidez e bom corpo. Um ótimo vinho!



4) Ontañon Crianza
Produtor: Bodegas Ontañon
Ano: 2010
Casta: Tempranillo 90% e Garnacha 10%
País: Espanha
Região: DOCa Rioja
Importadora: Tahaa Vinhos
Análise organoléptica:
Cor: rubi brilhante de média para alta intensidade.
Aroma: apresenta frutas vermelhas, baunilha, notas tostadas e especiarias.
Boca: boa fruta, bom equilíbrio, bons taninos, mais que ficarão melhor com mais dois anos de guarda.



5) Lan Crianza
Produtor: Bodegas Lan
Ano: 2010
Casta: 100% Tempranillo
País: Espanha
Região: DOCa Rioja
Importadora: Magnum
Análise organoléptica:
Cor: vermelho rubi de leve para média intensidade com halo acquoso.
Aroma: frutas vermelhas, especiarias, baunilha, ervas aromáticas e madeira.
Boca: de médio corpo, bastante frutado, com boa acidez e persistência. Um vinho gostoso e muito fácil de beber!



6) Viña Lanciano Reserva
Produtor: Bodegas Lan
Ano: 2007
Casta: 80% Tempranillo, 20% Mazuelo
País: Espanha
Região: DOCa Rioja
Importadora: Magnum
Análise organoléptica:
Cor: vermelho rubi intenso com halo granada e brilhante.
Aroma: frutas vermelhas maduras, tabaco, nuances florais, aromas tostados e com um certa complexidade. 
Boca: boa fruta e bastante integrada aos taninos muito macios, perfeito equilíbrio e longa persistência. Esse vinho está perfeito, atingiu o seu ponto auge de consumo. Simplesmente fantástico!



7) Arzuaga La Planta 
Produtor: Arzuaga Navarro
Ano: 2012
Casta: 100% Tempranillo
País: Espanha
Região: DO Ribeira del Duero 
Importadora: Magnum
Análise organoléptica:
Cor: rubi púrpura intenso e brilhante (vinho jovem).
Aroma: frutas escuras (ameixa e framboesa), frutas vermelhas (morango, cereja), notas balsâmicas e florais.
Boca: boa fruta, frescor, acidez e equilíbrio, porém os taninos ainda estão muito jovens. Ficará perfeito com mais quatro anos de guarda.



8) Arzuaga Crianza
Ano: 2011
Casta: 90% Tempranillo, 7% Cabernet Sauvignon, 3% Merlot
País: Espanha
Região: DO Ribeira del Duero 
Importadora: Magnum
Análise organoléptica:
Cor: vermelho rubi escuro brilhante (vinho jovem).
Aroma: frutas escuras, baunilha e uma leve especiaria. 
Boca: boa fruta, boa estrutura, muita persistência em boca e ótimo equilíbrio. Esperaria  entre cinco a seis anos de guarda para ele ficar no ponto! Já é um ótimo vinho.

Até o próximo post!
Vanda Meneguci