terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Da região de Conegliano, junto ao berço do Prosecco, uma festa encantadora remonta a história de uma brava luta.

Todos os anos, no mês de junho, uma festa remonta a história da região. La Dama Vivente, ou a “Dama que Vive” evoca a batalha entre Conegliano e Treviso, cidades pertencentes hoje ao estado do Vêneto, no nordeste da Itália, ocorrida no ano de 1200, período medieval, quando Conegliano, a qual sempre fora subjulgada pela sua rival, surpreendentemente se fez vitoriosa. 

Diz à história, que logo após de terminada a batalha, os soldados de Conegliano trouxeram seus inimigos, - Le soldati trevigiani- os soldados de Treviso, na garupa de seus cavalos em direção ao castelo na cidade para comprovar o grande feito. Dois séculos mais tarde, o evento foi lembrado com jogos e competições, surgindo assim um grande festejo, com roupas típicas e costumes da época maravilhosamente utilizados para a ocasião. O Prelúdio anuncia o festival já na sexta-feira à noite com o cortejo histórico na catedral seguido da benção do estandarte, em direção a Câmara Municipal. Dali a dama que venceu a última edição entrega a chave do castelo para o prefeito da cidade, que irá concedê-la no dia seguinte a nova vencedora. A festa segue com shows, malabarismos de fogo e músicas.

No dia seguinte, a procissão chega à Piazza Cima para o famoso e mais encantador espetáculo, onde casais de príncipes e princesas medievais (atores que geralmente são pessoas ligadas à associação e também a comunidade local) dançam em cima de um grande tabuleiro de xadrez. Outros espetáculos também ocorrem como o espetáculo das bandeiras e de bailarinos. Posteriormente se faz o jogo, onde peões brancos e negros (também atores) disputam o jogo contando com a torcida da plateia que pode admirar toda a celebração, desde a dança, com a beleza das roupas de veludo, o brilho das joias e ornamentos utilizados pelos príncipes e princesas ao jogo de xadrez humano.



Aos perdedores da disputa, cabe a função de empurrar o carro da dama vencedora até o castelo. Posteriormente é servido um jantar aos participantes, com degustação de receitas tradicionais e presença de trovadores, malabaristas e músicos acompanhado ao famoso Prosecco di Conegliano, o qual devemos o nascimento da primeira rota do vinho da Itália, a “Estrada do vinho Prosecco”. E todo espetáculo se estende, fino a domenica!

Fantástico, concorda?




Conheça a Associazione Dama Castella, a idealizadora deste grande evento:
http://www.damacastellana.it/

Até o próximo post!
Vanda Meneguci

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Com pintura de Van Gogh estampada no rótulo, Miolo cria vinho exclusivo para KLM Royal Dutch Airlines

Umas da marcas mais reconhecidas do Brasil, a vinícola Miolo acaba de anunciar uma parceria com a tradicional KLM Royal Dutch Airlines, que oferecerá na primeira classe e na classe executiva de seus voos um vinho elaborado exclusivamente pela vinícola brasileira para a companhia holandesa.

A partir de abril deste ano, quem voar pela KLM poderá apreciar um Tempranillo 2013 inédito no mercado e com rótulo personalizado, que traz estampada a obra Still Life: Vase with Irises Against a Yellow Backgound, do consagrado Van Gogh, pintor holandês considerado o maior representante do Impressionismo, estilo artístico que ficou conhecido por transmitir visualmente as formas oriundas da natureza e as variações provocadas pela incidência da luz.

Elaborado sob encomenda para a KLM, 14 mil garrafas do vinho serão exportadas para a Holanda exclusivamente para esta parceria com a companhia aérea. "É a primeira vez que uma vinícola brasileira fornece vinhos para a KLM. A escolha da Miolo para desenvolver o vinho foi devido não só a qualidade, como também por sermos uma marca reconhecida no mercado holandês, onde temos grande êxito em nossas exportações", explica Fabiano Maciel, Europe Export Manager da Miolo.

As negociações começaram em outubro de 2014, depois que um comprador da KLM visitou a vinícola durante a Copa do Mundo. O contato entre a Miolo e a companhia holandesa foi mediado pela Activin B.V., importador da vinícola na Holanda." Esta é uma oportunidade excelente para reforçamos nossa imagem não somente na Holanda, mas em diversos países", finaliza Maciel.

A KLM Royal Dutch Airlines, fundada em 1919, é a companhia aérea mais antiga ainda em funcionamento sob o seu nome original. A empresa é, desde 2004, parte do grupo Air France e opera voos para mais de 130 destinos em todo o mundo. A licença para a concessão do uso da imagem estampada do rótulo é da KLM.



Miolo Wine Group

Um dos maiores e mais reconhecidos grupos do Brasil, o Miolo Wine Group elabora 12 milhões de litros de vinhos finos por ano e é a empresa que mais exporta vinhos no País, para mais de 30 países. A vinícola iniciou seus trabalhos em 1897, quando o italiano Giuseppe Miolo chegou ao Brasil. Hoje, possui projetos em diferentes regiões: Vale dos Vinhedos (RS), Campanha (RS), Campos de Cima da Serra (RS) e Vale do São Francisco (BA). Entre os sócios estão a família Miolo, família Benedetti/Tecchio, o narrador Galvão Bueno e o empresário Raul Anselmo Randon. Informações: www.miolo.com.br

Informou: 
CH2A Comunicação

Até o próximo post!

Vanda Meneguci

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Magriço no bolso, gostoso em boca. Vinho Verde Magriço.


Vinho Verde é a cara do verão. Mesmo sendo uma apaixonada por tintos, tens dias que a boca pede por algo mais fresco e leve e este estilo é bastante apropriado para esta estação. Fui bebericar com amigos no salão de festas da minha casa. Coloquei uma garrafa de Vinho Verde na champanheira e desci com os meus enoapetrechos que estão sempre de plantão. Sugeri a uma amiga que experimentasse, e ela curiosamente me perguntou o porque do nome Vinho Verde, e se era produzido com uvas verdes. Creio que essa seja uma suposição muito comum, mas o curioso não é só o fato de parecer ser produzido com uvas verdes (verdes pois são colhidas antes do tempo? de uvas brancas pois essas tem a pele verde? outras possíveis deduções), mas sim poucos saberem que existem Vinhos Verdes também tintos, porque isso é a uma denominação de origem, não tendo ligação alguma a cor da casta, tampouco pelo tempo de colheita, e fora assim batizada devido a paisagem verde da região, como bem descreve Manuel Carvalho, autor do livro Cores do Vinho Verde: " No vasto território do Noroeste de Portugal, um manto verde e exuberante desce das serras, cobre os vales interiores, prolonga-se pelas planícies e estende-se até o mar. (...) no horizonte mais vasto da paisagem, o verde impõe-se como a marca maior da identidade de toda a região".

Bom, então vou falar sobre o Magriço, um vinho que eu posso dizer que é muito legal. É barato, gostoso em boca, e tem aquelas características já descritas acima, de ser um vinho leve, ideal para bebericar e papear sem maiores pretensões, ah, e em dias quentes é uma delícia, sacia a vontade por bebidas frescas. Outro fato interessante é saber que este vinho possui o selo de certificação que lhe confere a garantia da qualidade e genuidade dos produtos que compõe a Comissão de Viticultura da Região do Vinhos Verdes, a CVRVV.

Vamos então para o vinho?


Vinho Verde Magriço - (sem indicação do ano da safra)
Cor: amarelo palha citrino
Aromas: frutos de árvore maduros (maçãs e pêssegos), citrinos (limão) e leve toque floral.
Boca: leve, frutado, boa acidez e frescor, com um toque bastante sutil frisante.

Preço médio de custo: R$ 20,00 a R$ 25,00.

Até o próximo post!

Vanda Meneguci.