segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Degustação Cortes de Cima com o enólogo Hamilton Reis



Adoro ouvir histórias, principalmente quando essas são desbravadoras e bem sucedidas. Conheci nesta última quarta-feira a história da Cortes de Cima, contada na apresentação da degustação de vinhos realizada no Refúgio - Enoteca e Bistrô através das palavras do seu enólogo ministrante Hamilton Reis. No ano de 1988, o casal Hans e Carrie viajavam pela europa de veleiro buscando um lugar para se instalarem, formarem uma uma família e plantar uma vinha. 


Chegaram por fim à Vidigueira a 100 quilômetros da costa escarpada do litoral alentejano em Portugal. Carrie ficou maravilhada com aquele lugar, de clima temperado, com muita exposição de sol, repleto de colinas cobertas de carvalho, o que lembrou a sua terra natal, a Califórnia. Hans, seu esposo, também acreditou ser aquele o lugar ideal para a concretização do sonho da família, uma   vez que na proximidade da  Serra do Mendro,  delimitando o baixo Alentejo, com 400 metros de altitude, o terroir também o parecera propício para a produção de vinhos.


Desbravou, plantou castas autóctones de outro país, como a francesa Syrah da  região do Rhône, o que era totalmente inconcebível   perante  à   legislação  portuguesa,  a "escondeu" em seu vinho que recebeu o nome de Incógnito.


A  trajetória  foi  tão bem   sucedida que hoje  a Cortes de Cima é um produtor de   altíssima      qualidade,     rótulos   reconhecidos   em grandes premiações  internacionais; vinhos de grande intensidade de frutas e volume de boca, padrão   que Hamilton Reis não abre mão.



Vamos então para os vinhos?

1) Cortes de Cima Branco safra 2012

Castas: 40% Alvarinho, 20% Sauvignon Blanc, 40% Viognier
Cor/visual: amarelo palha com reflexos verdeais.
Aromas: frutas de caroço (pera, maçã-verde), notas citrinas (limão) e um leve toque tostado.
Boca: leve, de grande intensidade aromática, boa acidez, final longo e persistente.
Obs: Um vinho fresco, frutado, que enche a boca com o retrogosto confirmando as notas presentes nos aromas.




2) Cortes de Cima Tinto safra 2011

Castas: 35% Aragonez, 35% Syrah, 13% Touriga Nacional, 7% Petit Verdot, 5% Alicante Bouschet, 5% Cabernet Sauvignon.
Cor/visual: vermelho rubi de média intensidade. 
Aromas: frutas vermelhas e escuras maduras, especiarias, notas florais e tostado.
Boca: bom corpo, frutado, equilibrado. Gastronômico e com bom potencial de guarda.
Obs: Um vinho de muitas castas, de certa complexidade e muito gostoso!




3) Cortes de Cima Petit Verdot Tinto safra 2010

Castas: 100% Petit Verdot
Cor/visual: vermelho rubi intenso com breve halo de evolução.
Aromas: frutas negras e notas florais, toque defumado.
Boca: Encorpado, taninoso, porém muito equilibrado, final de boca longo e persistente.
Obs: Uma casta pouco plantada na região, mas que se adaptou bem ao clima do Alentejano, tipicamente quente.




4) Hans Christian Andersen Tinto 2010

Casta: 100% Syrah
Cor/visual: vermelho rubi intenso com breve halo de evolução.
Aromas: frutas negras, especiarias, couro, com certa complexidade. 
Boca: encorpado, elegante, de final longo e persistente.
Obs: Uma linda homenagem ao grande escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, criador de contos consagrados como a Pequena Sereia, O Boneco Selvagem entre outros contados pela Disney (Hans, o proprietário da vinícola é também dinamarquês).  




5) Cortes de Cima Reserva Tinto safra 2009
Castas: 40% Aragonez, 14%PetitVerdot, 36% Syrah, 10% Touriga Nacional
Cor/visual: vermelho rubi intenso com halo de evolução.
Aromas: frutas escuras, ameixas, framboesas, especiarias, toque defumado, chocolate.
Boca: taninos equilibrados, macio, retrogosto confirmando os aromas, final longo e persistente.
Obs: Um grande vinho certamente, detentor de muitas premiações importantes. A safra em questão leva 91 Pontos Robert Parker.


Os vinhos degustados poderão ser encontrados na Refúgio - Enoteca e Bistrô
Rua Lavandisca, 519 - Moema, São Paulo
Telefone: (11) 2506 81 30
http://www.refugioenotecaebistro.com.br

Até o próximo post!
Vanda Meneguci.


domingo, 19 de outubro de 2014

Avant - Premiere Viñas de Colchagua


O que a região de Colchagua tem que se destaca das demais regiões produtoras do Chile? A grande expressão na fruta, taninos firmes e aromas intensos. No dia 14 de outubro estive presente no evento Avant -Premiere Vinãs de Colchagua, realizado no Hotel Tivoli - São Paulo, sob organização da CH2A Comunicação. Este é um evento anual que ocorre no Chile, e excepcionalmente neste ano o Brasil foi o grande escolhido, onde enólogos e produtores das vinícolas que integram a associação "Viñas de Colchagua" (13 produtores) apresentaram suas propostas enológicas e alguns de seus grandes rótulos elaborados    nesta     área    tão  importante,  que junto ao Vale de Cachapoal subdivide  o Vale de Rapel em dois distritos.




 
Vamos então para algumas dessas maravilhas dos vinhos de Colchagua?




1) Siegel Especial Reserve Syrah 2012
Produtor: Siegel
Análise organoléptica:
Visual/Cor: vermelho rubi intenso.
Aromas: frutas vermelhas, figos, pimenta preta, chocolate, leve defumado.
Boca: encorpado, frutado, de boa estrutura e persistência
Obs: Creio que seja a primeira vez que tenha degustado um vinho Siegel. Achei de ótima qualidade.






2) Siegel Cabernet Sauvignon  2012
Produtor: Siegel
Análise organoléptica:
Visual/Cor: vermelho rubi de média intensidade.
Aromas: fruta vermelha madura, groselha, cassis, chocolate.
Boca: intensidade da fruta, frescor e equilíbrio.
Obs: Tem muito frescor da fruta, e um final de boca delicioso e persistente.




3) Casa Silva Cool Coast Pinot Noir 2012
Produtor: Casa Silva
Análise organoléptica:
Visual/Cor: vermelho rubi de média intensidade.
Aromas: frutas vermelhas, alguma especiaria doce. 
Boca: médio corpo, fresco, frutado, taninos suaves.
Obs: O Pinot Noir e seus encantos. Este vinho é uma delícia, a fruta vermelha é a grande vedete da história.




4) El Olivar Alto Estate Syrah 2012
Produtor: Viu Manet
Análise organoléptica:
Visual/Cor: vermelho rubi púrpura.
Aromas: frutas vermelhas, especiarias.
Boca: Encorpado, apresentando frescor e intensidade na fruta, final de boca persistente.
Obs: Syrah de grande tipicidade !




5) Ninquén Cabernet|Syrah 2010
Produtor: MONTGRAS
Análise organoléptica:
Visual/Cor: vermelho rubi intenso.
Aromas: frutas escuras, especiarias, damascos.
Boca: encorpado, elegante, final longo e persistente.
Obs: Muita fruta, muita elegância e maciez que comprovam a qualidade deste excelente vinho.




6) Pehuén Carmenérè 2008
Produtor: Santa Rita
Análise organoléptica:
Visual/Cor: vermelho rubi intenso.
Aromas: frutas vermelhas e especiarias típicas da uva.
Boca: frutado, com frescor, tipicidade e ótima persistência.
Obs: Passou por 18 meses de afinamento em carvalho, mas conserva o caráter fresco e de frutas vermelhas com leve toque de especiarias, com grande potencial para envelhecer.





7) La Joya Gran Reserva Sauvignon Blanc 2014
Produtor: Bisquertt
Análise organoléptica:
Visual/Cor: amarelo palha com reflexos verdeais.
Aromas: intenso de frutas citrinas e notas vegetais.
Boca: leve, retrogosto frutado reforçando os aromas, boa acidez, persistência longa.
Obs: Um vinho jovem, extremamente frutado. Estava bem geladinho, servido na temperatura certa, num dia extremamente quente. Perfeito!





8) Pumanque Colchagua Valley entre Cordilleras Carmenère 2011
Produtor: Casa Lapostolle
Análise organoléptica:
Visual/Cor: vermelho rubi de média intensidade
Aromas: frutas vermelhas ainda muito frescas, especiarias, leve toque defumado.
Boca: frutado confirmando as sensações aromáticas, final longo e persistente.
Obs: Carmenère de altíssima qualidade, um vinho para tomar, quiça "egoísticamente" sozinha(o), para beber mais!




Até o próximo post!
Vanda Meneguci.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Festival do Vinho Sul- americano. Vinhos Argentinos e Chilenos





No primeiro post publicado referente ao Festival do Vinho Sul-americano, priorizei falar dos grandes produtores nacionais onde brilharam excelentes espumantes. Outras estrelas agora oriundas dos Chile e Argentina, entre produtores conhecidos e algumas excelentes surpresas. 




Vamos então para os vinhos?








1)Vértice safra 2009
Produtor: Viña Ventisquero (Colchagua Valley, Chile)
Castas: Carménère/Syrah
Análise Organoléptica:
Cor/Visual: vermelho rubi intenso com halo de evolução.
Aromas: frutas vermelhas e escuras, coco, baunilha, cassis, especiarias.
Boca: encorpado, frutado, taninos elegantes.
Obs: vinhasso, prontinho para beber e deleitar -se!



2) Grey Single Block (Glacier) safra 2012
Produtor: Viña Ventisquero (Colchagua Valley, Chile)
Castas: Garnacha, Cariñena, Mataro
Análise Organoléptica:
Cor/Visual: vermelho rubi de média intensidade.
Aromas: frutas vermelhas e escuras, framboesa, chocolate, pimenta negra e outras especiarias.
Boca: médio corpo, frutado, taninos integrados, final longo e persistência.
Obs: delicioso, gastronômico, fácil de beber, encantador!




3) Ramirana Gran Reserva  Syrah/ Carménère safra 2011
Produtor: Viña Ramirana (Valley Del Maipo, Chile)
Castas: Syrah, Carménère
Análise Organoléptica:
Cor/Visual: vermelho rubi intenso.
Aromas: frutas vermelhas e escuras lembrando blueberry, pimenta negra e especiarias, chocolate, tabaco.
Boca: encorpado, de boa estrutura, acidez bastante integrada, final longo e persistente.
Obs: um grande vinho de produtor do mesmo grupo da Viña Ventisquero, vale muito a pena degustar.






4) The Apple Doesn´t Fall From Tree Torrontés 2013
Produtor: Riccitelli Wines (Mendoza, Argentina)
Castas: Torrontés
Análise Organoléptica:
Cor/Visual: amarelo palha de reflexos verdeais
Aromas: frutas citrinas (limão), pera, toques minerais e florais.
Boca: leve, fresco, frutado, de ótima acidez.
Obs: uma grande surpresa que já inicia pela jovem e atrativa criação do rótulo. Um vinho descompromissado, delicioso, prontinho para beber com bastante evidência na fruta, sem afinamento em madeira.





5) The Apple Doesn´t Fall From Tree Malbec 2012
Produtor: Riccitelli Wines (Mendoza, Argentina)
Castas: Malbec
Análise Organoléptica:
Cor/Visual: vermelho rubi de média intensidade.
Aromas: frutas vermelhas e escuras, especiarias, cacau em pó.
Boca: encorpado, frutado, equlibrado de taninos estruturados, boa persistência em boca.
Obs: uma grande surpresa que já inicia pela jovem e atrativa criação do rótulo. Um vinho descompromissado, delicioso, prontinho para beber com bastante evidência na fruta, mas com notas características de afinamento em madeira (cacau em pó, chocolate).





6) Perdriel  Collecíón 2010 Malbec
Produtor: Finca Perdriel (Mendoza, Lujan de Cuyo, Perdriel, Argentina)
Análise Organoléptica:
Cor/Visual: vermelho rubi - púrpura intenso.
Aromas: frutas escuras, violeta, especiarias e tabaco.
Boca: encorpado, boa acidez, taninos integrados, final de boca persistente.
Obs: um vinho de muita expressão, um grande exemplar do potencial desta casta no que se espera em um bom Malbec argentino.




7) Aquitania Reserva Syrah 2013
Produtor: Viña Aquitania (Vale Central, Vale Del Maipo, Chile)
Análise Organoléptica:
Cor/Visual: vermelho rubi de média intensidade.
Aromas: frutas vermelhas, pimenta preta, especiarias, toque defumado.
Boca: médio corpo a encorpado, retrogosto frutado, equilibrado de boa persistência em boca.
Obs: um delicioso varietal de Syrah com a tipicidade da fruta, bastante gastronômico, com potencial para envelhecer.


Até o próximo post!
Vanda Meneguci

domingo, 12 de outubro de 2014

Degustação "Tour de Mirambeau"

Vinhos de Bordeaux, de peso e ideais para o dia a dia, assim apontados pela célebre revista Decanter, por serem eles Bordeaux de qualidade e de custo acessíveis. No dia 08 de outubro participei da degustação Tour de Mirambeau realizada pela ABS-SP. Quem a ministrou foi o próprio Jean-Loius Despagne, produtor do Château Tour de Mirambeau, localizado na famosa região Entre-Deux-Mers, a margem direita do rio Dordogne.  A propriedade conta com 80 hectares de vinhedos próprios, sendo metade destinado a castas brancas e a outra metade aos vinhos tintos. Diferente do que imaginamos de Bordeaux, célebre em seus vinhos Cabernet, Merlot, Petit Verdot; Mirambeau iniciou suas atividades a muitos anos atrás com maior produção de vinhos brancos, e com o passar dos anos, dada a necessidade de atender a demanda dos mercados internacionais,   começou a produzir um maior número de vinhos tintos. Suas uvas autóctones, em corte bordalês de uvas brancas, tem sempre um objetivo segundo Jean: a casta Muscadelle é a mais feminina, Sauvignon Blanc a responsável pelos aromas e Sémillon é a que dá estrutura. De um carisma fascinante e de uma brasilidade que só um estrangeiro apaixonado pelo país (reside atualmente em Salvador) pode ter para se apresentar com tanta humildade. Com sotaque carregado no francês, mas por fim dissertando bravamente em português, falou de vinificação, bâtonnage e dos processos utilizados na produção de cada vinho degustado.

Vamos então aos vinhos?

1) Château Tour Mirambeu La Réserve Blanc 2012
Produtor: Château Tour de Mirambeau
Castas: 70% Sauvignon Blanc, 30% Sémillon
Análise organoléptica:
Cor/Aspecto: amarelo dourado com reflexos verdeais.
Aromas: frutas citrinas, abacaxi, limão, maçã verde, toque floral.
Boca: leve, fresco, frutado, boa acidez e uma breve sensação de dulçor.
Obs: um estilo de vinho que preserva a característica da fruta, sem passagem em madeira.
US$: 38,90

2) Château Tour Mirambeu Cuvée Passion Blanc 2010
Produtor: Château Tour de Mirambeau
Castas: 75% Sauvignon Blanc, 25% Sémillon
Análise organoléptica:
Cor/Aspecto: amarelo dourado com reflexos verdeais.
Aromas: frutas citrinas, notas tostadas e minerais.
Boca: médio corpo, frutado, boa acidez, final longo e persistente.
Obs: tem potencial de guarda para até 10 anos, foi maturado em barricas de carvalho.
US$: 49,90



3) Château Tour de Mirambeau La Réserve Rouge 2011
Produtor: Château Tour de Mirambeau
Castas: 70% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon
Análise organoléptica:
Cor/Aspecto: vermelho rubi granada de média intensidade com leve halo de evolução
Aromas: frutas vermelhas, groselha, cassis e toques mentolados.
Boca: encorpado, frutado, taninos macios, final longo e persistente.
Obs: muito gostoso, apresentou prontidão, mas pode envelhecer mais, certamente. Gastronômico, pois sua acidez pede harmonização. Adorei!
US$: 45,50




4) Château Tour de Mirambeau Gran Vin Rouge 2008
Produtor: Château Tour de Mirambeau
Castas: 70% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon
Análise organoléptica:
Cor/Aspecto: vermelho rubi granada com halo de evolução e depósitos.
Aromas: frutas vermelhas compotadas, tabaco, couro.
Boca: encorpado, estruturado, final de boca longo e persistente.
Obs: grande como o seu nome diz, taninos muito elegantes, um vinho ainda vivo o suficiente para envelhecer mais uns 3 anos, mais que isso talvez não arriscaria.
US$: 65,90






5) Château Tour de Mirambeau Sémillon Noble 2003
Produtor: Château Tour de Mirambeau
Castas: 100% Sémillon
Análise organoléptica:
Cor/Aspecto: amarelo dourado brilhante.
Aromas: frutas passas, frutas secas, amêndoas, nozes, avelãs e notas oxidativas bem características para o estilo.
Boca: encorpado, frutas secas, dulçor, final longo e persistente.
Obs: um belo exemplar de estilo Sauternes.
US$: 96,50

Quem importa os vinhos do Château Tour de Mirambeau é a Mistral
www.mistral.com.br
Até o próximo post!
Vanda Meneguci



segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Festival do Vinho Sul- americano. Vinhos Rio Sol e Perini.

Foi mais um evento grandioso. Eventos que são organizados desta forma são geralmente imperdíveis, e mesmo que você vá a tantos outros, sempre haverão boas surpresas. Com iniciativa e organização da SBAV - SP e promoção da CH2A Comunicação, o 1º Festival do Vinho Sul-Americano não deixou por menos. Participaram importadores e produtores que além de esbajarem cordialidade para com os convidados, estavam muito dispostos e solícitos a esclarecer dúvidas e ofertar seus ótimos rótulos com 20% de desconto na compra realizada no evento. Foi uma ótima oportunidade para restaurantes, empórios, lojas especializadas, empresas de eventos de degustar grandes espumantes e vinhos tranquilos para preparar-se para as vendas e festividades de fim de ano. 

Rio Sol é a marca da Vitivinícola Santa Maria produtor do Vale do São Francisco para o lado Agreste Pernambucano, região tão falada nos últimos tempos a qual ganhou fama e prestigio internacional por produzir espumantes de altíssima qualidade. Espumantes que me deixaram extremamente surpresa, com água na boca, e eu não queria sair mais dali, daquela estação (mesa) de vinhos. Os dois espumantes do produtor também nacional Perini (Farroupilha-RS) me deixaram "grudadinha na mesa por um tempo". Ali degustei o Perini Champenoise e Perini nº 1, o primeiro Vintage produzido pelo produtor, ambos elaborados pelo método Tradicional ou Champenoise.




Vamos então para os vinhos? 

1) Rio Sol Rosé 
Produtor: Vitivinícola Santa Maria
Castas: 100% Syrah
Análise organoléptica:
Visual: salmão claro, com perlage persistente.
Aromas: morangos frescos, framboesa, frutas tropicais.
Boca: ótima acidez, muitas frutas vermelhas e frescas em boca, final persistente.
Obs: Tenho gostado e degustado ultimamente bons espumantes rosés, e sem dúvidas este está na minha listinha dos memoráveis.






2) Rio Sol Brut
Produtor: Vitivinícola Santa Maria
Castas: 100% Syrah
Análise organoléptica:
Visual: amarelo palha com tons dourados.
Aromas: frutas vermelhas, frutas tropicais, frutas citrinas, notas florais.
Boca: fresco, frutado, ótima acidez, final de boca longo e persistente.
Obs: Um branco produzido de uva tinta. Impressionante foi sentir tantas frutas vermelhas em um espumante branco, mas claro que essa sensação deve -se ao fato de ser um branco de Syrah. Muito bom!



3) Rio Sol Chenin Blanc - Viognier 2014
Produtor: Vitivinícola Santa Maria
Castas: Chenin Blanc - Viognier
Análise organoléptica:
Visual: amarelo palha com reflexos verdeais.
Aromas: frutas brancas de caroços (maça-verde, pêra) e abacaxi.
Boca: leve, frutado, fresco e de boa acidez e persistência.
Obs: Um tipo de vinho delicioso e refrescante para os dias quentes de verão.


4) Rio Sol Reserva 2011
Produtor: Vitivinícola Santa Maria
Castas: Cabernet Sauvignon, Syrah, Alicante Bouschet
Análise organoléptica:
Visual: vermelho rubi de média intensidade. 
Aromas: frutas vermelhas e escuras, tabaco, madeira.
Boca: frutado, taninos macios e elegantes, integrados com a madeira, final persistente.
Obs: Um vinho gastrônomico, de corte em estilo português, um vinho muito aromático, frutado e delicioso em boca. 


5) Perini Champenoise Brut
Produtor: Perini
Castas: Champenoise, Pinot Noir
Análise organoléptica:
Visual: amarelo palha, perlage persistente
Aromas: frutas brancas (pera, maçã verde), frutas citrinas, notas florais, tostadas (pão) e nozes.
Boca: leve, fresco, frutado, boa acidez e persistente.
Obs: Um espumante incrível, cheio de frescor e vivacidade.


6) Perini nº 1 - Vintage 2008
Produtor: Perini
Castas: Champenoise, Pinot Noir
Análise organoléptica:
Visual: amarelo palha, perlage fina, delicado e persistente.
Aromas: frutas maduras, citrinas, damasco e tostados com uma certa complexidade.
Boca: fresco, frutado, excelente acidez e persistsência. 
Obs: Um espumante sublime, de aromas complexos, de paladar muito fino.

Até o próximo post!
Vanda Meneguci

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Degustação de vinhos italianos Piemonte e Vêneto na Oficina de Pizzas

Ah, o Vêneto...me faz suspirar. Quando recebi o convite para participar desta degustação a resposta foi um SIM em caixa alta, como falamos na linguagem gráfica, jornalística e publicitária. O Vêneto me inspira, me faz sentir "Nostalgia", a "Saudade" que tanto temos, "una parole tipicamente brasiliana". Pude sentir o vento do Rio Piave, que desagua no Mar Adriático (ao nordeste de Veneza) e percorre a região do estado na Itália setentrional. Quando conheci a minha familia Vêneta pela primeira vez, passei pelo rio Piave e conheci também o Sangue del Piave, bebida muito particular/regional elaborada com o vinho Clinton, - vinho regional produzido pós crise da filoxera cujo a casta é originária da América - grappa (a cachaça italiana de bagaço da uva) e açúcar. Minha prima Loreta, professora de matemática e conhecedora nata da cultura e história locais, me contou como se dera a sua a origem: Tudo começou com A Batalha de Caporetto (ou Batalha de Karfreit como foi chamada pelos alemães), que aconteceu de 24 de outubro a 9 de novembro de 1917 (praticamente 1 ano antes do fim da 1ª Guerra Mundial), no local próximo a cidade atual de Kobarid, na Eslovênia. Se confrontaram os exércitos do Império Austro-Húngaro e de seus aliados alemães contra os do Reino da Itália. Nesta época, a Itália não era unificada e Veneza e todo estado do Vêneto estavam sob total poderio do império Austro - Húngaro mas lutava bravamente por sua própria libertação. As perdas italianas foram enormes: 11.000 mortos, 20.000 feridos e 275.000 prisioneiros. Os austro-húngaros e alemães avançaram mais de cem quilômetros em direção a Veneza, mas foram detidos no Rio Piave. Ali, os italianos reforçados por tropas francesas, britânicas e estadunidenses conseguiram estabelecer uma linha defensiva (Batalha do Rio Piave) que mais tarde serviu de apoio na Batalha de Vittorio Vêneto, onde o exército austro-húngaro finalmente foi derrotado. Sendo assim, o Rio Piave ficou como um mar vermelho de sangue, causado pelas inúmeras mortes, o nome da bebida deriva-se então desta grande batalha! Tudo isso me veio na lembrança mais com uma ajudinha de pesquisas para conseguir obter todos esses detalhes. Bom, chega de belas histórias de batalhas e guerras e vamos a degustação realizada na Oficina de Pizzas, ministrada por Vitor Lotufo (Oficina) e Alessandra San Juan (importadora Sol Creta). Três dos quatro vinhos degustados são produzidos pela Cá di Rajo (Vêneto) e um do produtor Massimo Rattalino (Piemonte). A grande surpresa foram dois vinhos elaborados com a uva autóctone Raboso del Piave, maprincipalmente o premiadíssimo Marinò Rosso (não teve jeito, hoje  deu Piave na cabeça!).
















Vamos lá para a degustação?


1) Prosecco Extra Dry DOC Treviso
Produtor: CA´Di Rajo
Casta: 100% Glera
Análise organoléptica:
Cor: amarelo palha brilhante com perlage fina e abundante.
Aromas: maças, pêssego, limão.
Boca: frutado, ótima acidez.
Obs: perlage muito persistente, muito frescor, retrogosto frutado, um prosecco muito delicioso!





2) Sangue Del Diavolo 2010
Produtor: CA´Di Rajo
Casta: 100% Raboso del Piave.
Análise organoléptica:
Cor: vermelho púrpura intenso.
Aromas: frutas vermelhas, especiarias, tostado, couro.
Boca: bom corpo, equilibrado, final persistente.
Obs: uma grande surpresa para mim, uma uva autóctone a qual não conhecia, um bom vinho!



3) Marinò Rosso IGT 2010
Produtor: CA´Di Rajo
Casta: 20% Raboso del Piave, 50% Merlot, 30% Cabernet Sauvignon
Análise organoléptica:
Cor: rubi intenso com leve halo de evolução.
Aromas: frutas vermelhas, baunilha, pimenta preta, couro.
Boca: encorpado, frutado, levemente ácido, perfeito equilíbrio e de longa persistência, um vinhaço!
Obs: um vinho de grandes premiações internacionais.



4) Nebbiolo Ventisette  27 - Langue DOC 2009
Produtor: Rattalino
Casta: 100% Nebbiolo
Análise organoléptica:
Cor: vermelho granada com leve halo de evolução.
Aromas: frutas vermelhas compotadas, toques florais, especiarias.
Boca: de corpo médio para encorpado, equilibrado, final persistente.
Obs: um Nebbiolo de grande qualidade!

Quem importa: Sol Creta Importação e Exportação.
http://www.solcreta.com.br
Até o próximo post!

Vanda Meneguci.