segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Degustação Viña San Pedro na ABS-SP


Com quase um século e meio de tradição, a Vinã San Pedro é um grande grupo vinicultor do Chile que detém renomadas marcas divididas em duas categorias: San Pedro, - com Gato Negro, 35 Sur, EpicaCastillo de Molina e 1865 (esta última leva na marca o ano de fundação do grupo) - e Grandes Vinhos de San Pedro, com Tierras Moradas, KanKana Del Elqui, Cabo de Hornos e Altair. Na noite do dia 24 de setembro, Marco Puyo, enólogo chefe da San Pedro, ministrou a degustação de 5 grandes vinhos, além de saciar a sede de saber dos presentes contando - nos sobre as  características e particularidades de cada vinho e dos seus diversos terrois, justificando que não é a toa que o grupo é mundialmente reconhecido pela criação de vinhos tão originais cujo a premissa  maior é a satisfazer aos anseios dos paladares mais exigentes do mundo.

Vamos lá para os nossos vinhos ?






1) 1865 Single Vineyard Sauvignon Blanc 2013
Casta: 100% Sauvignon Blanc
Análise organoléptica:
Cor: amarelo palha com reflexos verdeais.
Aromas: maracujá e notas minerais.
Boca: médio corpo, boa acidez, retrogosto bastante frutado.
Obs: aroma de maracujá muito evidente e muito gostoso!
R$ 98,90


2) 1865 Single Vineyard Cabernet Sauvignon 2011
Castas: 100% Cabernet Sauvignon
Análise organoléptica:
Cor: vermelho rubi intenso com reflexos violáceos e leve halo de evolução.
Aromas: frutas vermelhas, groselha, cacau e café.
Boca: encorpado, taninos  equilibrados, muita fruta e estrutura.
Obs: este Cabernet estava perfeito, dispensaria o envelhecimento ainda que possível.
R$ 98,90



3) Tierras Moradas 2010
Castas: 91% Carmèneré, 9% Petit Verdot
Análise organoléptica:
Cor: vermelho rubi intenso com reflexos violáceos e leve halo de evolução.
Aromas: frutas escuras, pimenta negra, violeta.
Boca: encorpado, taninos  equilibrados, boa persistência em boca.
Obs: um dos vinhos ícones da vinícola, realmente um ótimo vinho.
R$ 281,90


4) Kankana Del Elqui 2010
Castas: 100% Syrah
Análise organoléptica:
Cor: vermelho rubi intenso com reflexos violáceos e leve halo de evolução.
Aromas: frutas vermelhas, especiarias, azeitonas negras muito expressivas.
Boca: encorpado, sabor de azeitonas e frutas, taninos equilibrados.
Obs: os aromas de azeitonas confirmam-se no paladar, e eu particularmente não aprecio azeitonas, por isso não me agradou.
R$ 281,90



5) Cabo de Hornos 2010
Castas: 84% Cabernet Sauvignon, 4% Syrah, 12% Malbec
Análise organoléptica:
Cor: vermelho rubi intenso com reflexos violáceos, com pouca evolução.
Aromas: frutas vermelhas, café, cassis e especiarias.
Boca: encorpado, taninos elegantes e final de boca bastante persistente.
Obs: um corte delicioso onde cada casta deu a sua contribuição perfeita, um vinhaço!
R$ 292,90





Quem importa: Interfood - www.interfood.com.br
Até o próximo post!

Vanda Meneguci.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Entrevista com António Saramago, enólogo do delicioso Ilógico.

António Saramago
Pode parecer piegas, pois escutamos esta frase muitas vezes, principalmente quando começamos a nos aprofundar no vasto mundo dos vinhos “o melhor vinho é o que gostamos” mas é a pura verdade. Tem vinhos que são especiais, e isso não se implica a nada, ou seja, não importa à casta, o país de origem, o método de vinificação, tampouco o rótulo: é preferência e ponto. O Ilógico me conquistou. Comprei uma garrafa quando recebi o e-mail marketing de uma loja de vinhos que o comercializa aqui em São Paulo e ele me surpreendeu, pois há muita qualidade embutida em um “custo benefício imbatível”, palavras essas que o prestigiado enólogo do Ilógico me disse ao trocarmos algumas palavras através de um grupo de apreciadores de vinhos. É com imensa honra que entrevisto o enólogo António Saramago.

VAT: António. É um grande prazer entrevistá-lo. Pessoalmente tenho uma profunda admiração e respeito pela enologia e admiração ímpar por todos os enólogos, e claro, inclusive por você. Conta-nos brevemente a sua história, como e quando iniciou o seu trabalho com os vinhos?
ANTÓNIO SARAMAGO: Comecei muito novo a trabalhar no mundo do vinho, com a minha entrada na José Maria da Fonseca uma das maiores empresas de Vinhos de Portugal, aí aprendi com grandes Enólogos da época, António Soares Franco e o Prof. Manuel Vieira. Nessa casa cresci, e mais tarde fui fazer a minha formação em Enologia no Instituto Superior de Enologia em Bordeaux, e tive o privilégio de  ter como Professor um dos grandes enólogos do mundo e estou a falar de Páscal Ribereau- Gayon; depois continuei a trabalhar na José Maria da Fonseca até 2001, a essa altura saí para formar a minha empresa a António Saramago – Vinhos e aí fazer os meus próprios vinhos, alguns que você já conhece e que estão disponíveis no mercado brasileiro.

VAT: A partir de um certo ponto, projetou a sua carreira internacionalmente, sendo responsável pelo projeto Além Mar, de uma vinícola boutique brasileira. Como foi?
ANTÓNIO SARAMAGO: A história do Além Mar é muito interessante. Há alguns anos atrás um sommelier português esteve em Curitiba para fazer um curso de degustação de  vinhos portugueses, e estava nessa degustação um vinho meu que chamava Escolha António Saramago; era um Castelão de vinhas muito velhas da safra de 2003 e aí estavam presentes os proprietários da Villagio Grando que ficaram deliciados com a qualidade desse vinho, então perguntaram a esse sommelier se era possível conhecerem o enólogo (eu) porque gostariam que ele fizesse um vinho para a  vinícola que ligasse Portugal ao Brasil, aí nasceu o Além Mar vinho brasileiro feito por enólogo português, penso que consegui fazer um vinho excelente e hoje muito apreciado no mercado brasileiro e também no mercado americano, visto que a Villagio Grando tem o mercado americano como fonte de escoamento dos seus vinhos.

VAT: Como enólogo e consultor de vinhos internacional, como você enxerga a projeção dos vinhos no mundo e o cenário nacional (mercado)? Já podemos dizer que hoje o consumidor brasileiro é mais interessado?
ANTÓNIO SARAMAGO: Com a experiência de 50 anos de atividade profissional (não sei se sabe, mas sou o enólogo português mais antigo em atividade e penso que ninguém em Portugal atingiu todos esses anos) já vi muitas mutações no mercado, penso que hoje em dia o mercado está bastante diferente, você tem vários tipos de consumidores os  que gostam de tomar vinhos mais estruturados e com mais aptidão para envelhecerem (vinhos de guarda ) e os que gostam de tomar vinhos mais gastronômicos mais suaves, mais frutados, mais fáceis.
Hoje o mercado brasileiro é mais interessado porque as pessoas têm mais informação (internet) são interessadas e mais formadas porque a ABS tem tido um papel importante na formação das pessoas, não só dos Sommeliers como também nos enófilos que felizmente são cada vez mais.

VAT: Agora vamos falar sobre um dos meus vinhos prediletos. O Ilógico. Como você o idealizou?
ANTÓNIO SARAMAGO: O Ilógico é um vinho que me foi pedido pelo meu importador a Vinissimo, pediu -me um vinho do Alentejo jovem e  que tivesse um bom custo / beneficio. Penso que consegui corresponder ao pedido e até exceder todas as expectativas, daí nasceu o Ilógico, um vinho gastronômico, jovem, frutado de estrutura média com taninos muito redondos, digamos que é um vinho fácil de tomar a qualquer hora do dia, desde um final de tarde numa conversa com amigos .

VAT: Li na sua página da Internet que diferente do Ilógico da Península de Setúbal, o Ilógico do Alentejo é produzido apenas para o mercado externo. Por quê? E quais são os outros mercados além do Brasil?
ANTÓNIO SARAMAGO: Decidimos enviar  na altura só para o mercado brasileiro , mas hoje em dia também estamos a exportar para outros mercados, porque também nos foi pedido pelas outras importadoras, Bélgica , Holanda, Letônia, Suécia. No mercado interno temos o Ilógico, Península de Setúbal que é um produto exclusivo de um grande Grupo Supermercados Pingo Doce.

VAT: Nos dê uma dica do Ilógico na harmonização de uma culinária tipicamente brasileira.
ANTÓNIO SARAMAGO: Dica do Ilógico para harmonização. Olhe, já tomei aí no Brasil, o Ilógico com vários pratos da cozinha brasileira e gostei devido ás suas características, de vinho jovem, frutado. Penso que é um vinho consensual e que harmoniza bem com vários pratos da vossa cozinha.

VAT: Já almeja algum projeto futuro? Vem surpresas por aí?
ANTÓNIO SARAMAGO: Olhe Vanda tenho muitas coisas na minha cabeça, mas sinto que o meu tempo começa a ficar curto (66 anos), tenho uma carreira da qual me orgulho muito  de ter conhecido grandes enólogos, como o  Prof. Roger Boulton USA – Davis, atualmente um dos melhores enólogos do Mundo e meu amigo, e para terminar vou lhe dizer o seguinte: Gostaria de pedir ao tempo que me dê mais tempo para fazer ainda algumas coisas que gostaria de fazer!

VAT: Deixe uma mensagem para os leitores do blog.
ANTÓNIO SARAMAGO: A mensagem que posso dar aos leitores do Blog é a seguinte: Eu não o  conhecia já o consultei algumas  vezes, acho que está muito bem organizado, tem muita informação e aconselho sobretudo aos amantes do vinho .

VAT: Muito obrigada pelas palavras e pelo elogio. Sinto-me imensamente honrada!

Até o próximo post!
Vanda Meneguci


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Vem aí o Festival do Vinho Sul-americano

Um evento imperdível. Uma oportunidade de antecipar as compras de vinhos para as festas de fim ano, ter a certeza da qualidade dos rótulos apresentados, e também de presentear os amigos. Organização  SBAV-SP e promoção da CH2A Comunicação. Seguem abaixo o convite e release.


Festival do Vinho Sul-Americano é realizado em São Paulo
                                                              
Evento é aberto para o consumidor final e terá à venda vinhos do Brasil, Argentina, Chile e
Uruguai * Decanter, Zahil, Miolo e Viña Ventisquero já confirmaram participação.

BrasilArgentinaChile e Uruguai são os países da América do Sul mais conhecidos quando falamos em vinhos. Juntos, eles dominam a participação no mercado brasileiro, onde quase 80% dos vinhos finos vendidos são importados. O Chile é o líder de importações seguido da vizinha Argentina, e embora o Uruguai não esteja entre os primeiros colocados do ranking, o Brasil é o mais importante mercado de exportação para o vinho uruguaio.

Toda essa diversidade poderá ser conferida no Festival do Vinho Sul-Americano, organizado pela SBAV-SP (Associação Brasileira dos Amigos do Vinho de São Paulo). O evento acontece no dia 3 de outubro (sexta-feira), no Hotel Golden Tulip Paulista Plaza, em São Paulo, e promete atrair os profissionais do mundo do vinho e, principalmente, o consumidor final, já que alguns dos rótulos degustados também estarão à venda.

Entre os participantes, estão confirmadas grandes importadoras como DecanterInterfoodZahil Viníssimo e vinícolas de destaque, como a premiada chilena Viña Ventisquero,  MioloPerini Aurora compõem o time de sul-americanos com rótulos brasileiros.

De acordo com Rodrigo Mammana, presidente da SBAV-SP, o evento acontece em um período estratégico do mercado: “Estamos em um bom momento para promover o vinho sul-americano devido às festividades de final de ano que se aproximam. O Festival é uma oportunidade para quem quer adiantar as compras nesta época em que há um aumento no consumo de vinhos e espumantes”.

Vinhos no Cone Sul

Além de adiantar as compras de final de ano, o Festival do Vinho Sul-Americano oferecerá a oportunidade de conhecer o que vem sendo produzido no setor vitivinícola dos países do chamado Cone Sul.

Argentina, por exemplo, é famosa por seus brancos Torrontés e tintos Cabernet Sauvignon, tradicionais de Mendoza. Sem falar no Malbec argentino, consagrado como um dos vinhos preferidos e mais procurados pelos consumidores. Seus vinhos são únicos e de personalidade, com estilos particulares que trazem os traços de sua origem.

Já o Chile é reconhecido por sua grande diversidade de terroirs, vinhos e cepas. Sua topografia particular – está situado entre a Cordilheira dos Andes e o Oceano Pacífico – influencia atmosferas diferentes vindas do mar e, no planalto central, a serra costeira determina um clima mediterrâneo com verões quentes, pouca chuva e baixa umidade. A Carménère é a uva emblemática do país, que também produz grandes exemplares elaborados com a Cabernet Sauvignon.

No Uruguai são predominantes os vinhos Tannat, uva de origem francesa que se tornou tão popular que, hoje, a produção no país é maior do que na própria França. Vêm de lá alguns dos tannats mais premiados do mundo.

No Brasil, destaques para Chardonnay e Merlot, elaborados em sua maior parte na região Sul, além dos espumantes que surpreendem e conquistam cada vez mais paladares exigentes. As premiações internacionais que os rótulos vêm recebendo em concursos importantes eavaliações positivas vindas de críticos de renome contribuem para o aumento no consumo da bebida.

Segundo o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), a perspectiva do setor é de que sejam comercializados mais de 11 milhões de litros deespumantes brasileiros no último quadrimestre deste ano, um número 10% maior do que o registrado no mesmo período de 2013.

SBAV-SP

Reconhecida como a primeira confraria de vinhos do Brasil, a SBAV-SP – Sociedade Brasileira dos Amigos do Vinho de São Paulo – atua desde 1980 para promover e fomentar debates relacionados à enologia em geral.

Suas ações visam reunir, congregar e integrar apreciadores, estudiosos, enófilos, enólogos e todas as demais pessoas que tenham interesse no estudo e na degustação de vinhos. Além dos cursos básicos e avançados, a instituição promove atividades como jantares harmonizados e degustações, que permitem a um público amplo a experiência de imersão no universo do vinho.

Festival do Vinho Sul-Americano
3 de outubro de 2014 | Das 16 às 21 horas
Hotel Golden Tulip Paulista Plaza
[Alameda Santos, 85 – Jardins – São Paulo/SP]
Mais informações: (11) 3814-7905 | vinho@sbav-sp.com.br
Convites: R$ 30,00 (associados) e R$ 50,00 (não associados)

Até o próximo post!
Vanda Meneguci

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Vinhos do Alentejo


O Alentejo e o seus grandes vinhos. Como não aprecia-los? Localizada a apenas duas horas da capital do país (Lisboa, na região de Estremadura), é um convite aos apreciadores da natureza rica: sol, céu azul, verdes paisagens, oliveiras e vinhedos. A região que já passara por períodos de altos e baixos celebra uma fase próspera na produção de vinhos de reconhecimento internacional, dados também pela contribuição da CVRA (Comissão Vitivinícola Regional Alentejana criada no ano de 1989) a qual garantiu melhorias no processo como um todo, desde a  plantação, cultivo, vinificação à valorização de castas autóctones.  Hoje é sinônimo de tradição, história, beleza e modernidade. E foi assim, imersa a toda essa bagagem de tradições e culturas que estive presente na degustação dos Vinhos do Alentejo no Hotel Intercontinental em São Paulo, realizada no dia 15 de setembro, organizado pela Essência do Vinho, sob promoção da CH2A Comunicação. E vamos lá ao que nos interessa, aos grandes vinhos desta história:



1)  Monsaraz safra 2010
Castas: Antão Vaz, Arinto, Síria
Produtor: Carmim
Análise organoléptica:
Cor: amarelo palha.
Aroma: frutos brancos e maduros, citrino, mineral.
Boca: leve, frutado, equilibrado.


2)  Régia Colheita safra 2012
Castas: Antão Vaz, Arinto, Perrum, Síria
Produtor: Carmim
Análise organoléptica:
Cor: amarelo palha.
Aroma: frutas em compota maduras, mel e leve tostado.
Boca: corpo médio, retrogosto frutado, boa acidez.
3)  Bom Juiz safra 2009
Castas: Aragonez, Trincadeira, Tinta Caiada, Castelão.
Produtor: Carmim
Análise organoléptica:
Cor: vermelho granada com leve halo de evolução.
Aroma: frutas vermelha, especiarias, notinhas de baunilha.
Boca: corpo médio, taninos domados, retrogosto frutado, boa acidez.
4)  Salpico safra 2011
Castas: Aragonez, Trincadeira, Alfrocheiro.
Produtor: Sogrape Vinhos
Análise organoléptica:
Cor: vermelho rubi
Aroma: frutas vermelhas e especiarias.
Boca: corpo médio, taninos domados, frutado, boa acidez.
Obs: Um vinho justo de custo benefício muito interessante. Custo médio: R$ 40,00
5)  Lusitano Reserva  safra 2012
Castas: Aragonez, Alicante Bouschet, Tinta Caiada
Produtor: Ervideira
Análise organoléptica:
Cor: vermelho rubi de média intensidade.
Aroma: frutas vermelhas, toques de baunilha.
Boca: corpo médio, frutado e ótimo equilíbrio.








6)  Chaminé  safra 2012
Castas: Sauvignon Blanc, Antão Vaz, Verdelho
Produtor: Cortes de Cima
Análise organoléptica:
Cor: amarelo palha com reflexos verdeais.
Aroma: fresco, frutado, mineral e citrino.
Boca: retrogosto frutado e boa acidez



7)  Chaminé  safra 2012
Castas: Aragonez, Syrah
Produtor: Cortes de Cima
Análise organoléptica:
Cor: vermelho rubi de média intensidade
Aroma: frutas vermelhas e escuras, especiariais.
Boca: frutado, taninoso, de boa estrutura.



8)  Herdade da Ajuda Rosé safra 2013
Castas: Castelão, Aragonez
Produtor: Herdade da Ajuda Nova
Análise organoléptica: 
Cor: salmão claro.
Aroma: frutas vermelhas, morangos, groselhas
Boca: leve, frutado, delicado, deliciosa sensação de frutas vermelhas.
Obs: Que vinho saboroso. As sensações do morango fresco perduram em boca. Amei!



9)  Herdade Reserva Branco safra 2012
Castas: Arinto, Antão Vaz
Produtor: Herdade da Ajuda Nova
Análise organoléptica: 
Cor: amarelo dourado.
Aroma: frutas tropicais, leve tostado
Boca: encorpado, untuosidade, boa acidez.


10) Dona Maria Touriga Nacional  safra 2010
Castas: Touriga Nacional
Produtor: Dona Maria
Análise organoléptica: 
Cor: vermelho rubi de média intensidade.
Aroma: vinho complexo, com aromas de frutas negras, cacau, especiarias.
Boca: encorpado, taninos potentes, boa estrutura, fácil de beber. Um excelente vinho da casta Touriga Nacional.


Até o próximo post!
Vanda Meneguci.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Alejandro Vigil: o "El Enemigo" que o mundo quer ter sempre por perto.


 Diz um velho ditado, que inimigo bom é inimigo morto, ou já partindo para o lado "Nietzchista" da coisa: "O inimigo mais perigoso que você poderá encontrar será sempre você mesmo"; essa vem mais ao encontro com a frase citada por Alejandro Vigil em sua apresentação na ABS -SP nesta última quarta - feira a qual diz " AL FINAL DEL CAMINO SÓLO RECUERDAS UNA BATALLA, LA QUE LIBRASTE CONTIGO MISMO, EL VERDADERO ENEMIGO; LA QUE TE HIZO ÚNICO."  
Com uma personalidade forte e cativante, ministrou a degustação do seu projeto independente "El Enemigo", - tendo como aliada Adriana Catena - que nasceu em 2008 de dentro do mesmo produtor o qual é enólogo chefe, a prestigiada Catena Zapata, da região mais importante para o cultivo de bons vinhos no país de nuestros los hermanos, a Argentina. De fato uma grande responsabilidade se tratando de tal produtor, cuja a história de funde e se confunde coma a própria história do salto máximo que o país atingiu nos últimos 20 anos para mostrar ao mundo que assim como o seu vizinho Chile, também possuia know how para produzir vinhos de altíssima qualidade. O que podemos ver, eu e todos os presentes ali, foi um projeto belíssimo, de amor pelo que se faz, vinhos bem vinificados, frescos, poderosos, a la  Alejandro Vigil: vinhos de alma e expressão somados a custo justíssimo pela qualidade que possuem.

Vamos lá para  a análise dos vinhos?

1) Vinho: El Enemigo Chardonnay safra 2010
Casta: Chardonnay (100%)
Análise organoléptica: 
Cor: amarelo dourado brilhante com reflexos verdeais.
Aromas: citrinos, limão e mineral.
Boca: encorpado, frutado, boa acidez e equilibrio.
Obs: um ótimo Chardonnay bastante diferente para o estilo, pois é nitidamente cítrico!
US$: 42,90



2) Vinho: El Enemigo Syrah / Viognier safra 2009
Casta: Syrah (93%), Viognier (7%)
Análise organoléptica: 
Cor: vermelho rubi intenso com reflexos violáceos.
Aromas: frutas vermelhas, chocolate, especiarias e floral.
Boca: encorpado, fresco, taninos potentes, equilíbrio, e longa persistência em boca.
Obs: esse vinho me conquistou. Muito delicioso. Como lembrou muito bem Mario Telles Jr na degustação, um corte difícil, um desafio para enólogos, de corte "Rotie", ou seja, o célebre corte de Syrah e Viognier da Cote Rotie: a casta ícone tinta do Rhône com a casta branca da mesma região. Deu um resultado brilhante, um vinho sem dúvidas para comprar e beber bem acompanhado. Para mim, o melhor da degustação. Tem potencial de guarda, mas já está delicioso para o consumo.
US$:  49,90




3) Vinho: El Enemigo Bonarda safra 2010
Casta: Bonarda (90%), Cabernet Franc (10%)
Análise organoléptica: 
Cor: vermelho rubi intenso com reflexos violáceos e um leve halo de evolução.
Aromas: frutas vermelhas, frutas silvestres, e toque defumado.
Boca: encorpado, equilibrado e persistente.
Obs: um ótimo exemplar na uva Bonarda, ainda cheio de joavialidade, com mais uns 5 anos de guarda estará ainda melhor.
US$:  49,90


4) Vinho: El Enemigo Malbec safra 2010
Casta: Malbec (89% a 98%), Petit Verdot (11% a 2%)
Análise organoléptica: 
Cor: vermelho rubi intenso com reflexos violáceos.
Aromas: frutas secas, chocolate, leve mentolado, especiarias doces, nuances florais.
Boca: encorpado, equilibrado, final longo e persistente.
Obs: um ótimo exemplar de um grande Malbec argentino, um ótimo vinho, mas pede mais guarda.
US$:  49,90


5) Vinho: El  Gran Enemigo safra 2008
Castas: Cabernet Franc, Malbec, Petit Verdot
Análise organoléptica: 
Cor: vermelho rubi intenso com reflexos violáceos e leve halo de evolução.
Aromas: frutas escuras, ameixas, especiarias, chocolate.
Boca: frutado, encorpado, equilibrado, final longo e muito persistente.
Obs: muito complexo, elegante, tânico porém com muitas frutas integradas, de final longo e muito persistente.
US$:  159,50


















Quem importa: Mistral
www.mistral.com.br


Até o próximo post!
Vanda Meneguci

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Publicidade nos Vinhos - Comerciais



                                                                           
A publicidade está em todo lugar, sendo assim, não poderia estar distante do mundo dos vinhos. Ditados populares caem no gosto comum e possuem lá suas verdades. "Publicidade é a alma do negócio? Sim, sempre, e em todos os sentidos. Como publicitária de formação, não posso deixar de apreciar a beleza e o fascínio que se esconde nos comerciais inteligentes. Tem muita coisa ruim por aí, mais tem muita coisa boa também!

O comercial bem feito fala por si só, exprime sentimentos. E através de seus signos, símbolos e significados, personifica um produto, pois este (o produto) ganha identidade própria, como um ser humano de fato; adquirindo alma, conceitos que o consumidor compra por se identificar com toda simbologia embutida ali; no caso dos comerciais de vinhos "em cada garrafinha uma nova vida"  por isso as diversas marcas de um mesmo produtor! Assim  as empresas definem seus públicos distintos mostrando a eles aquilo que eles querem ver: algumas vezes o seu espelho; e outras vezes, o espelho deles mesmos, tudo com uma finalidade única: a de atração e admiração a primeira vista, assim como quando nos apaixonamos ou nos identificamos com algo ou  alguém e dizemos para nós mesmos (as): "E não é que ele (a) se parece comigo?" Selecionei 10 comercias de grandes vinícolas, sendo alguns institucionais, outros de marcas de vinhos. Lindos, fantásticos, cheios de personalidade e simbologismos a parte. Sibaris da Undurraga, é uma marca muito interessante. Sibaris foi  uma cidade muito rica da Grécia antiga. Os Sibaristas eram apreciadores de obras de arte, leitura, lugares bonitos, natureza, objetos de luxo, boa música, esportes, alta gastronomia, - mas é claro que este termo naquela época ainda não existia - conclui-se então que, pessoas dadas aos prazeres da vida "bebem" o vinho Sibaris, da Undurraga".  O comercial da Freixenet é um exemplo como o contemporâneo e o tradicional se fundem: O espírito cigano do espanhol, a dança flamenca, a Cava, a beleza, a festividade. Tasca d' Almerita é um vídeo sublime: paisagens dos vinhedos da vinicola na Sicilia retratam a "simple life" e ao mesmo tempo rica de cultura desta ilha Italiana em sua orquestra de taças de vinho (belíssimo). Dona Paula é institucional. Evidencia as contribuições do terroir Argentino para viticultura na América do Sul, a beleza das cordilheiras, e a tradição de se produzir bons vinhos, esta oriunda dos imigrantes europeus. Mumm é o simbolismo total do que representa o Champagne: elegância ao máximo!  Moet & Chandon traz o luxo contemporâneo, onde circulam a riqueza das grandes capitais e cidades mundiais da moda e das pessoas altamente sofisticadas. Vale a pena ver estes 10 comercias. Tirem 30 minutinhos para melhor entenderem o que todos esses símbolos querem realmente nos trasmitir:

      Vídeos:
Por fim, finalizo esta matéria com uma frase simples:

"A filosofia por trás de muita propaganda é baseada na velha observação de que todo homem é na realidade dois homens — o homem que ele é e o homem que ele quer ser."

  





Até o próximo post!
Vanda Meneguci

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

'Hola'. Que tal un Beso de Vino?



Brasilia, DF. Dias quentes, céu claro, calor do Cerrado. Passando alguns dias em Brasília, não podia deixar de comprar alguns vinhos, visitar algumas lojas, mas por fim encontrei o Beso de Vino em uma das lojas do Pão de Açùcar de Águas Claras.


Achei o rótulo muito lindinho, e pelas indicações achei interessante compra-lo. Por fim, presenteei o meu cunhado e juntos o degustamos. Um vinho espanhol 100% da casta Macabeo, esta que é muito conhecida por fazer parte das castas da famosa Cava Espanhola, junto com as uvas Xare-ello e Parellada. Não é muito usual encontra-la em varietais mas é bastante plantada em toda a Espanha devido ao seu alto rendimento. É também conhecida como Viúra.





Vamos lá para a análise deste vinho?


Vinho: Beso de Vinho Macabeo
Safra: 2010
Produtor: Grandes Vinos y Viñedos
Pais: Espanha, Cariñena (Zaragoza) 
Casta: Macabeo
Cor: amarelo dourado
Aromas: mineral, frutado de aromas citrinos (limão)
Boca: retrogosto frutado, de médio corpo, mas achei que faltara mais acidez!
Um vinho honesto, gostosinho, bom para harmonizar com frutos do mar, ravióli de brie e damasco ao creme de pistache com aspargos.


Onde comprar?
Pão de Açùcar
R$ 37,90

Até próximo post!
Vanda Meneguci