sábado, 22 de março de 2014

Cooperativa La Spiga Montalcino pelo segundo ano consecutivo na Expovinis 2014. Conheça os 13 produtores que estarão presentes.


Brunello di Montalcino. Um vinho tão apaixonante como a Toscana. Elaborado 100% com a casta clone da Sangiovese, a Sangiovese Grosso ou simplesmente Brunello é um vinho que precisa envelhecer 4 anos obrigatórios , sendo pelo menos 2 anos em carvalho, saindo para comercialização após 5 anos de produção. Os vinhos Brunello são vinhos de grande sabor e expressão únicas. Possuem sabores profundos de cereja preta e ameixa, especiarias e ervas. Em mais um ano consecutivo a Coopertiva La Spiga Montalcino estará no Brasil com 13 produtores para a participação na EXPOVINIS 2014 e em mais 2 eventos destinados a profissionais do setor. Conheçam agora um pouco mais sobre esses 13 produtores:


Bellaria

Uma das menores vinícolas em Montalcino, mas certamente uma a ser lembrada. O avô do atual proprietário foi um dos fundadores da associação Consorzio Vino Brunello di Montalcino, mostrando que esta vinícola sempre acreditou no vinho de qualidade da região. Atualmente a vinícola é administrada por Gianni Bernazzi.
Importador no Brasil: Buyllish Importação & Exportação Ltda
www.buyllish.com

Capanna

Cappana faz parte da história de Montalcino. A vinícola foi uma das primeiras a engarrafar o Brunello di Montalcino e Patrizio Cencioni, representante da terceira geração, é um dos personagens mais conhecidaos do mundo em termos de Brunello di Montalcino.
Importador no Brasil: Nova Fazendinha Alimentos Finos Ltda
www.novafazendinha.com.br

Collelceto

Elia Palazzesi é um homem de tradição, alguém que se integra a sua terra e a natureza todos os dias. Elia se sente à vontade junto aos seus vinhedos e quando assumiu a vinícola de seus pais ele mudou a abordagem e decidiu tornar esta marca vinculada a região. Ele produziu seu primeiro Brunello di Montalcino em 1998.
Sem importador no Brasil

Collemattoni

Marcello Bucci, que administra a Collemattoni, trata sua vinícola como uma extensão de sua própria família. Na Collemattoni você vivenciará a verdadeira hospitalidade Toscana e as portas estão sempre abertas aos visitantes. Ele produziu seu primeiro Brunello em 1988 e obteve o certificado de viticultor orgânico há dois anos.
Sem importador no Brasil

Fanti

É uma das vinícolas da região de Montalcino e o proprietário Filippo Fanti, foi presidente da associação Consorzio di Vino Brunello di Montalcino por 9 anos. A vinícola tem 50 hectares e os vinhos produzidos a partir de uvas de área de Castelnuovo dell`Abate, são conhecidos por sua potência e corpo.
Sem importador no Brasil


La Fornace

Fabio Gianneti é um homem com convicções claras. Seus pais criaram a vinícola e quando ele chegou ao comando, começou a usar novas formas de tecnologia e comunicação para expressar esses vinhos muito tradicionais. Seus vinhedos estão localizados na parte mais alta de Montalcino.
Sem importador no Brasil

La Mannella

Dois anos atrás Marco Cortonesi, que criou a vinícola, trouxe seus dois filhos para o negócio. Tommaso é o enólogo e gosta de viajar para o exterior para representar sua vinícola enquanto seu irmão é um médico que não perde uma oportunidade de participar do dia a dia da vinícola. Eles engarrafam duas linhas de vinhos, refletindo as diferentes localizações de seus vinhedos.
Sem importador no Brasil

La Rasina

Marco Mantegoli se viu administrando uma vinícola na tenra idade de 19 anos. Com 9 hectares para administrar, conseguiu encontrar o equilíbrio correto entre tradição e a implementação de novas tecnologias para explorar o uso de barris de modo a expressar as características da região. Ele produz vinhos que são conhecidos por sua longevidade.
Sem importador no Brasil

La Serena

Andrea Mantegoli é um homem capaz de encantar você com suas histórias de agricultura biodinâmica. A empresa está em harmonia com a natureza e ele usa todos os elementos em sua vinícola. Os vinhos refletem
sua quase maníaca atenção com os detalhes e são uma verdadeira expressão da região de Montalcino.
Importador no Brasil: Toscana Comercio Imp.Exp.Ltda


Lazzaretti


Marco e Lucia Lazzaretti são um verdadeiro exemplo dos novos vinicultores da região de Montalcino. Eles assumiram a vinícola de seus avós e começaram a engarrafar seus próprios vinhos há apenas alguns anos. Seus vinhos deixam uma impressão não apenas por seu excelente equilíbrio, mas também por seu rótulo muito sensual e moderno.
Sem importador no Brasil

Luciani


O avô de Francesco Luciani foi um dos pilares da comunidade de Montalcino e se precisásssemos escolher um homem que encarnasse o espírito de Montalcino, esse homem seria Francesco. Seus vinhos são equilibrados, muito aromáticos e refletem as características da safra. Ele usa apenas grandes barris de carvalho para o estágio de maturação.
Sem importador no Brasil

Palazzo


Originária do sul da Itália, a família Loia, que administra a vinícola Palazzo, traz um raio de sol a região de Montalcino. Retornando a Itália depois de muitos anos na Escócia, eles decidiram começar a produzir vinho  em um local idílico da vila. Atualmente eles estão ampliando sua vinícola para incluir um terraço do qual é possível desfrutar de vistas das suaves da Toscana.
Sem importador no Brasil


Podere la Vigna


Adriano Rubigni criou a vinícola com suas próprias mãos. Anos atrás ele assumiu a propriedade de seu pai e decidiu plantar videiras e começar a produzir vinho. Ele produziu seu primeiro Brunello di Montalcino em 1996. Seus vinhedos estão localizados em solo calcário e possuem notas muito delicadas e florais.
Importador no Brasil: Premium
http://premiumwines.com.br


Coopertiva La Spiga 
Stand na Expovinis 2014: F035

Até o próximo post!
Vanda Meneguci

segunda-feira, 3 de março de 2014

Não se deixe enganar. As percepções visuais podem nos dar um bom indício sobre o aspecto de um vinho.


Em minhas andanças pelo bairro onde moro, entrei em uma loja que comercializa produtos naturais e até mesmo importados, e lá pude constatar que existiam vinhos. Em cima da última prateleira, a qual é preciso uma banqueta para poder pegar a garrafa e por fim ler o rótulo (não é o foco aqui  falar do despreparo percebível da loja em comercializar bebidas) porém me chamou a atenção encontrar um Pinot Grigio, bem empoeiradinho entre vinhos portugueses e espumantes nacionais. Amo Pinot Grigio! Entre muitas outras castas brancas italianas bem mais difíceis de encontrar aqui no Brasil, como é o caso das sicilianas Catarrato, Grillo, Inzolia, na Itália, as melhores expressões da uva estão no nordeste, desde o Trentino-Alto- Adige, passando pelo Veneto, até Friuli Venezia Giulia, uva clone na famosa Pinot Gris, nativa do Leste Europeu. Pedi a banqueta e o retirei da prateleira: Pinot Grigio Delle Venezie. O rótulo? Uma perfeita obra de arte. Se não é uma obra de Canaletto (pintor da escola veneziana famoso em retratar a Veneza urbana e suas esplêndidas construções arquitetônicas bizantinas) certamente é de um pintor que se inspirara nele. Por fim, peguei o vinho, levei no caixa e perguntei o preço: - São vinte e dois reais", respondeu a moça do caixa. Respondi: - "Esse vinho é uma safra 2006, já está um pouco antiga para o estilo". Ela me respondeu:-"Mais quanto mais velho não fica melhor?"-Respondi: -"Isto depende muito. Se tiver potencial de guarda sim." Respondi. Daí fizemos um trato: Se o vinho não estivesse bom poderia devolve-lo. Perfetto. Vou arriscar. Trouxe para casa. Minha paixão pelas minhas raízes sempre falam mais alto do que razão!

Bom, tinha muita certeza do que iria encontrar, já pelos aspectos visuais do vinho. A casta Pinot Grigio geralmente produz vinho de cor muito clara, quase transparente. Este vinho tinha uma coloração amarelo dourada. Ao abri-la, já veio instantaneamente notas oxidativas no nariz, a qual também não condiz, o que confirma que o vinho está inadequado para beber. Devolução certeira! 

Por fim, meus grissinis de parmesão harmonizou melhor com uma Heineken geladinha. 

Em resumo é melhor não se deixar enganar. Um bom Pinot Grigio deve ter:


Coloração amarelo palha.

No nariz e no palato, notas de frutas cítricas (limão), pêssego e maçãs.
Boa acidez e frescor em boca, um certo toque agulha, como se fosse carbonatado, também é característico. É um vinho levinho.
Geralmente são vinhos jovens, cujo a vida útil não pode passar dos três anos. Quando elaborado em um estilo próprio, poderá envelhecer bem.


Até o próximo post!
Vanda Meneguci