segunda-feira, 30 de setembro de 2013

50 Grandes Vinhos de Portugal - Por Dirceu Vianna Júnior


 Aconteceu nesta última quarta - feira dia 25 de setembro na Casa Leopolldo Jardins, promovida pela Vinhos de Portugal a grande degustação "50 Grandes Vinhos de Portugal". A seleção foi realizada pelo Wine Master Dirceu Vianna Júnior, o qual selecionara 50 rótulos a dedo, pensados principalmente no perfil do consumidor variado, seja na relação custo-benefício ou nas preferências diversas, entre brancos Alvarinhos, Alentejanos, Dourienses, vinhos fortificados como os do Porto e sobremesas, além de outros estilos e procedências.

Difícil dizer aqui  qual vinho  ou estilo melhor, ou simplesmente os melhores diante de tantas variedades e qualidades, portanto citarei aqui alguns aos quais eu tive a oportunidade de degustar e que por fim achei excepcionais.
Portal do Fidalgo e Muros de Megalço, dois grandes vinhos Alvarinhos; Redoma Reserva da região do Douro, que tem como castas Rabigato, Codega, Donzelinho e Arinto. Na seleção dos tintos o Terra D´Alter um 100% Touriga Nacional, Canto X , da região do Alentejo (sem importador) um corte de Syrah, Alicante Bouchet e Touriga Nacional; Casa da Passarella Vinhas Velhas da região do Dão (conjunto de castas autóctones) e um quarteto fantástico exposto em uma única mesa, Quinta do Perdigão (100% Touriga Nacional) da região do Dão; Quinta do Vallado Reserva Field Blend (vinhas velhas 100 anos e Touriga Nacional) do Douro; Quinta da Casa Amarela Grande Reserva Casa Ferreirinha Callabriga, ambos do Douro também com corte de Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Não poderia deixar de comentar aqui, também sobre os maravilhosos vinhos do Porto Graham´s Tawny 30 Anos e Burmester Porto Colheita, 1963. Imperdíveis.

























Abaixo a relação dos 50 vinhos participantes e seus respectivos importadores:

Vinhos Brancos:

01- Covela Escolha Branco safra 2012 - (Importadora Magnum)
02- Quinta da Levada safra 2012 (sem importador)
03- Soalheiro safra 2012 (Importadora Mistral)
04- Quinta de Gomariz Grande Escolha Safra 2012 (Importadora Decanter)
05- Casa da Senra safra 2012 (sem importador)
06- Tapada dos Monges safra 2012 - (Garrafeira Real e Supermercados Fadaleal)
07- Muros Antigos safra 2012 (Importadora Decanter)
08- Portal do Fidalgo safra 2011 (Casa Flora)
09- Muros de Melgaço safra 2011 (Importadora Decanter)
10- Royal Palmeira safra 2009 (IdealDrinks & Gourmet)
11- Quinta da Fonte do Ouro Encruzado safra 2011 (Adega dos 3)
12- Morgado de Santa Catherina safra 2010 (wine.com )
13- Redoma Reserva safra 2011(Importadora Mistral)
14- Conceito Branco safra 2010 (Épice)

Vinhos Tintos:

15- Cortes de Cima Trincadeira safra 2011 (Adega Alentejana)
16- Terra D´Alter Touriga Nacional safra 2010 (Importadora Obra Prima)
17- Herdade da Pimenta Grande Escolha safra 2010 (RJU Com e Beneficiamento de Frutas e Verduras)
18- Tinto da Talha Grande Escolha safra 2009 (Adega Alentejana)
19- Canto X safra 2009 (sem importador)
20- Cartuxa safra 2009 (Adega Alentejana)
21- Cortes de Cima Reserva safra 2009 (Adega Alentejana)
22- Dona Maria Reserva safra 2009 (Decanter)
23- Conde D´Ervideira Private Selection Tinto safra 2008 (Intercom Com Int)
24- Aliança Bairrada Reserva safra 2011 (sem importador)
25- Vinha Pan safra 2009 (Importadora Mistral)
26- Marquesa de Alorna Reserva 2009 (Adega Alentejana)
27- Julia Kemper safra 2009 (Gracciano Com. Imp. Exp. Bebidas)
28- Quinta Fonte do Ouro Touriga Nacional safra 2009 (Adega dos 3)
29- Casa da Passarela Vinhas Velhas safra 2009 (Vinica)
30- Quinta do Serrado Reserva safra 2009 (sem importador)
31- Quinta do Perdigão Touriga Nacional safra 2008 (Importadora Mistral)
32- Quinta da Bica Reserva safra 2005 (Gracciano Import)
33- Quinta do Vallado Reserva Field Blend DouroTinto safra 2011 (Importadora Cantu)
34. Quinta da Casa Amarela Grande Reserva safra 2011 (Wine Mundi)
35- Casa Ferreirinha Callabriga safra 2010 (Importadora Zahil)
36- Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas safra 2010 (Qualimpor)
37- Pintas safra 2010 (Adega Alentejana)
38- Poeira safra 2010 (Mistral)
39- Batuta safra 2010 (Mistral)
40- Passadouro Touriga Nacional safra 2010 (Adega Alentejana)
41- Quinta do Pessegueiro safra 2010 (Real Com Ltda)
42- CV - Curriculum Vitae safra 2010 (Worldwine)
43- Quinta De La Rosa Reserva safra 2009 (Importadora Ravin)
44- Chryseia safra 2009 (Importadora Mistral)
45- Quinta do Noval Touriga Nacional safra 2009 (Adega Alentejana)
46- Quinta do Portal Auru safra 2009 - (Wine & Roses)

Fortificados e Sobremesa:

47- Bacalhôa Moscatel Roxo safra 2001 (Portuscale)
48- Justino´s Madeira Colheita safra 1995 (Porto a Porto / Casa Flora)
49- Graham´s Tawny 30 anos - (Importadora Mistral)
50- Burmster Porto Colheita safra 1963 - (Adega Alentejana)

Até o próximo post!
Vanda Meneguci

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Degustação Espumantes Adolfo Lona

 Uma verdadeira aula. Foi esse o sentimento de todos os presentes na degustação dos espumantes Adolfo Lona, realizada nesta última quarta-feira, na ABS-SP. Adolfo Lona possui uma bela trajetória profissional. Argentino de nascimento, trabalhou ao longo de 30 anos para a empresa Martini e Rossi, sendo responsável pela linha de vinhos e espumantes do grupo aqui no Brasil. Com o passar dos anos, agregou now how e expertise suficientes para montar o seu próprio negócio, criando assim uma produtora artesanal de espumantes de qualidade em Garibaldi - RS.

 Lona é hoje reconhecido como um dos principais contribuintes na construção da história moderna da vitivinicultura brasileira, nos tempos que o país engatinhava na elaboração de vinhos de qualidade. Sorridente e bastante simpático, esbanjou didática e conhecimentos profundos, indo do início ao fim do tema sem titubear, apresentando não somente os seus vinhos, mas sim uma aula de produção, métodos de produção e serviço extras. Sua produção é bastante limitada, sendo produzida apenas 70.000 garrafas por ano, sendo que boa parte da quantidade total é focada na produção do Brut Rosé (36.000) garrafas/ano. Foram apresentados os seus 5 espumantes, sendo 3 produzidos pelo método Charmat, e 2 pelo método tradicional.

 Iniciou-se a degustação pelo Brut método charmat, com 75% de Chardonnay e 25% de Pinot Noir. De ótimo frescor e predominância em frutas, sente -se em boca frutas tropicais como abacaxi e uma delicada notinha floral. Boa acidez, um vinho realmente muito interessante para acompanhar as mais variadas harmonizações. Logo em seguida, foi servido o Rosè Brut, também pelo método charmat. Muito saboroso, um belo exemplar de blanc de blanc e blanc de noir, sendo assim um vinho com o corte   de  Chardonnay  e Pinot    Noir.  Aromas de frutas citrinas, florais e ótima acidez. Um rosè para ninguém botar defeito, muito elegante, o qual agradou a todos, comentado pela sua altíssima qualidade e sabor (está aí explicação da sua elevada produção de espumante rosé, pois o produto é diferenciado mesmo). Ainda pelo método Charmat, degustamos o Demi Sec 100% Moscatel. Com boa tipicidade, fragrante, bastante saboroso.

Os dois últimos foram vinhos de aromas mais complexos, de qualidade impecáveis, produzidos pelo método champenoise, Adolfo Lona Brut e Adolfo Lona Nature, ambos passam por um processo de produção que dura dezoito meses. Deliciosos.

Por fim encerro a matéria publicando uma frase do Adolfo Lona:

" Nenhuma bebida reúne tantos atributos como o espumante, alegre, versátil, sofisticado, sugestivo e festivo"
 (Nenhum encontro fica igual com a sua chegada).

Certamente!

Para informações de venda visite o site: www.adolfolona.com.br

Até o próximo post!

Vanda Meneguci. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Degustação de Vinhos Casa Lapostolle


Um Chateau Francês em terras Chilenas? Sim. Essa é a essência da Lapostolle, um talento e tradição familiar que já se estende por 7 gerações nesta  ponte entre França e Chile. Famosa e consagrada na Europa e no mundo pela produção de aguardentes, cognacs e claro, pelo globalizado licor Marnier. A maior premissa do grupo e da Lapostolle? Buscar imagem associada a qualidade. Nesta última quarta-feira, a ABS - SP recebeu Benjamin Fraysse, gerente de exportações desta distinta viña. O interessante nas degustações realizadas pelo próprios produtores é o conceito do grupo que é apresentado. Se você já aprecia, fica apaixonado pela forma como a produção é realizada. Essa tem sim muita técnica, experiência, dedicação e profissionalismo, que fazem toda a diferença final, trazendo para os ávidos apreciadores produtos de excelência inquestionáveis as quais iniciam-se já na colheita das uvas, realizadas em período noturno e 100% manual, contribuindo assim na frescura da fruta, onde seus aromas permanecem preservados justamente para não correr riscos de uma pré fermentação. O investimento no cultivo orgânico e biodinâmico tornam-a ainda mais especial, - agricultor, vitivinicultor, animal - conceitos sublimes que superam a própria expressão do terroir. 

Foram degustados 4 grandes rótulos: Cuvée Alexandre Chardonnay safra 2011, Casa Lapostolle Carménère safra 2011, Canto de Apalta safra 2010 e o mais supremo de todos, o Clos Apalta safra 2010.

O Chardonnay de boa acidez, aromas muito complexos, os quais senti uma ainda que sutil notinha de maçã verde, me agradou muito. O Carménère jovem, frutado evidenciou as características de frutas negras e eucaliptos. De boa acidez e equilibrado. Leva um percentual de 15% da casta Merlot, conferindo assim um final de boca muito macio e gostoso. Já os dois últimos vinhos são mais estruturados, de assemblage mais complexa. Nas lágrimas já se via os toques violáceos. Estavam ótimos e poderiam certamente evoluir ainda mais, por possuirem bom potencial de guarda para isso. Frutas escuras, especiarias, mentol e chocolate vieram em nariz e também em boca. Sucesso total. Vinhos maravilhosos. Despertaram aquela boa sensação em mim de "quero mais" !!! Amei.




Todos os vinhos são importados pela Mistral. Não são vinhos baratos, mais valem o preço.


Cuvée Alexandre Chardonnay safra 2011(Casablanca Valley): US$ 57.90

Casa Lapostolle Carménère safra 2011: US$ 29.90

Canto de Apalta safra 2010: US$: 45.90

Clos Apalta safra 2010. US$: 199.50


Até o próximo post!

Vanda Meneguci.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Wine In - Vinhos Perini e Kranz

Continuando o tour ao redor das mesas de degustação, fui visitar o produtor Perini, da região de Farroupilha, no Rio Grande do Sul. Lá degustei o espumante Perini Champenoise. Muito gostoso, elaborado com as castas Chardonnay e Pinot Noir. Por ser um vinho Brut, senti uma doçura a mais no final em boca, comparado aos espumantes Brut tradicionais, o que não desmerecera de forma alguma esse delicado e saboroso vinho, o qual recebeu este ano Medalha de Prata no Concurso Mundial de Bruxelas. Conheci Perini Marselan, um varietal complexo, com aromas de frutas vermelhas frescas, muito aveludado e de baixa graduação alcóolica. Confesso que foi a primeira vez que degustei um vinho desta variedade de casta, resultante do cruzamento de Cabernet Sauvignon e Grenache Noir, sendo assim, uma uva de origem também francesa, e por último o delicioso Fração Única Merlot (com estágio de 8 meses em barricas de carvalho) também reconhecido internacionalmente em Bruxelas (Medalha de Ouro).




O último produtor visitado foi a Kranz, cuja a descendência da família é austríaca, da região de Treze Tílias no Planalto Catarinense. Vinhos muito bem elaborados de ótima acidez e elegância. Degustei aqui o Rosè, (gostei muito) o qual fermenta sem contato com as cascas, permanecendo apenas na prensagem, porém me apaixonei pelo Sauvignon Blanc ! O desfecho foi realizado com o mestre principal: Fabulosun. Um vinho potente, estruturado, complexo e elegante. Me lembrou os bons vinhos de corte sicilianos. Um assemblage das castas Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot. Brincamos eu e um amigo: " Fizera jus ao nome".


Wine In. Espero você no próximo ano!
Vanda Meneguci.