quinta-feira, 25 de julho de 2013

É branco, de garrafa ligeiramente azul, mais não é Liebfraumilch. É o Arca Nova Loureiro safra 2012

Daria até para brincar, do "que é o que é", mais certamente esse tipo de brincadeira às cegas seria facilmente revelada se ao colocarmos uma pessoa a degustar o Vinho Verde, cujo a casta é branca e a garrafa de cor azul...certamente não seria um Liebfraumilch, mas sim um Vinho Verde elaborado com a casta Loureiro.


Quinta das Arcas, é o nome da vinícola que produz esse vinho verde de altíssima qualidade, fundada há apenas 28 anos, em 1985 por António Esteves Monteiro. A produção deste vinho é realizada em uma das 3 quintas, localizada nos concelhos de Valongo e Penafiel.



"Os nossos vinhos são fruto de um trabalho dedicado, persistente e em harmonia com a natureza.
Cada garrafa exibe uma variedade de aromas frescos e intensos. Conhecer os nossos produtos é um desafio á 
descoberta de novas emoções".                           

António Esteves Monteiro 






Nesta Quinta com cerca de 55ha destacam-se os 35ha de vinha, com cerca de 20 anos, onde sob a influência de um micro-clima muito particular se obtêm uvas de elevada qualidade das castas Loureiro, Trajadura e Arinto.
Também aqui, está localizada a vacaria e a unidade fabril para produção de queijo. Fonte: site Quintas das Arcas: http://www.quintadasarcas.com 

Bom, vamos lá, depois de comentar e publicar algumas informações sobre a quinta, vamos a degustação desse delicioso vinho, um monovarietal cujo a casta é a Loureiro.

Quase incolor, um amarelo palha bastante límpido. No nariz um aroma intenso de frutas tropicais e citricas. Notas florais também estão bastante evidentes. No paladar boa estrutura, muito frescor e uma deliciosa acidez. A gente sente uma certa crocância, com se fosse um vinho frisante. Final de boca delicioso e persistente.


Cabem aqui harmonizações clássicas para um vinho verde monovarietal: Peixes, comida asiática ou salada fresca. Delicioso como aperitivo de verão.

Servi-lo à temperatura entre 8 e 10 graus. Vinho Verde é sinônimo de vinho jovem, sendo assim o produtor recomenda também um consumo rápido, até dois anos após o engarrafamento.


Nas buscas realizadas na procura de importador, não encontrei nenhum em questão. Ganhei essa garrafa de presente em um Seminário de Vinhos Verdes ao qual participei, sendo assim, não tenho como indicar local de compra. Vamos torcer para que em breve algum importador o traga para o Brasil. Sortuda eu!!!!

                                                                                                                    Até o próximo post!
                                                               
                                                                                                        Vanda Meneguci.


segunda-feira, 8 de julho de 2013

Degustação de Vinhos Santa Ema

Que os vinhos chilenos me agradam muito, isso não é segredo, e que os vinhos da Viña Santa Ema, produtor do Valle del Maipo, nos arredores de Santiago, às margens do rio de mesmo nometambém é um excelente produtor, só saberá mesmo quem os degustar. Falo com convicção à vocês que a qualidade é garantida mesmo.



Na quinta-feira do dia 04 de julho último, tive a oportunidade de degustar 3 rótulos interessantes desta vínicola: Um Moscato diferente dos que estão por aí no mercado e dois tintos. Surpreenderam certamente! Seguindo pela ordem clássica das degustações, iniciei a prova com o Moscato Soul. Rótulo divertido, atraente, que já traz leveza, suavidade e frescor apenas ao olhar a garrafa. De cor amarelo palha, aromas de flores brancas e frutas brancas como damasco e pêssego. Na boca a mesma presença das frutas, acidez gostosa porém ai é que vem a surpresa: diferente dos vinhos produzidos com a uva Moscato, ele não explora de forma tão contundente a doçura, mais sim uma leve doçura ao final de boca, sentida de forma sutil nas papilas gustativas. Um vinho perfeito para qualquer ocasião, seja ela acompanhada de frutos do mar, peixes, sobremesas, frutas...hum com morangos...comidas asiáticas, enfim, sozinho para relaxar meditar, escutar música ou à beira de uma piscina. Amei!

O segundo vinho degustado foi o Merlot Select Terroir. De cor vermelho rubi intenso, aromas de frutas vermelhas e ameixas, um toque de chocolate pela breve passagem em carvalho e especiarias. Na boca, uma boa acidez com equilíbrio justo aos taninos suaves e redondos.

O terceiro vinho já era mais especial. Um 100% Carignan, essa uva tão particular que muitos acreditam ter a sua origem na Espanha (Cariñena) também muito presente no sul da França. Amplus é um vinho Old Vine, ou seja, de vinhas velhas. Estagiou por 15 meses em barricas de carvalho. De cor vermelho rubi com reflexos violáceos em suas numerosas lágrimas. No nariz, a lembrança de frutas escuras e chocolates. Na boca boa acidez e taninos bastante evidentes. Um bom vinho que merece ser decantado, pois tem boa estrutura.

  


Valeu muito a pena!


Bom Feriado,
Vanda Meneguci.