sábado, 29 de junho de 2013

7 Lunas Reserva Cabernet Sauvignon - Um vinho com tipicidade e elegância.

Tem dias que a "grana" tá curta, mais a vontade de beber vinho não quer esperar, surge então a necessidade de escolher um rótulo que agrade não só o corpo mais também o bolso. E foi assim ao escolher o 7 Lunas Reserva Cabernet Sauvignon 2005, um vinho Argentino da região de Mendoza, do produtor Tomás Achával, enólogo renomado, anteriormente CEO da Bodegas Chandon e Terrazas Winery-LVMH - Moet & Chandon na Argentina. Ao fazer a minha "garimpagem" em busca do bom e velho custo-benefício, primeiro me chamou a atenção o rótulo. Achei muito bonito, e como me apego sempre ao lado estético, foi atração a primeira vista, e claro, depois veio a análise básica (uva, produtor, região, safra, estilo). Também gostei da história do motivo do nome 7 Lunas contada brevemente no verso da garrafa.
Achei mesmo que havia paixão ali, estava tudo muito bom!
                                                                                      

                                                                          Tomás Achával
Os vinhos são criados com uvas provenientes de vinhas do Vale de Uco que Tomás Achavál controla pessoalmente e funciona desde 2002. Os rendimentos são mantidos abaixo de 8.000 kg / ha  colhidas manualmente em março e abril. O estilo destes vinhos são ricos; floridos e frescos.

Bom, vamos lá para as minhas impressões ao prova-lo.
De cor rubi intensa, lágrimas numerosas e aspecto brilhante. Já com certo halo de evolução, indo para o atijolado. No nariz a tipicidade a qual se espera dos aromas de um Cabernet Sauvignon. Frutas escuras, um toque floral, especiarias e o chocolate, em decorrência ao estágio em barricas de carvalho francesas  e americanas. Buscando informações pela internet, descobri que apenas 50% dele estagiou em madeira por 12 meses, sendo assim, o énologo certamente quis preservar um pouco mais os aromas frutados e frescos. Taninos equilibrados, boa persistência em boca e muito elegante. Gostei muito!

Premiações internacionais:
Silver Medal: Wines of Pacific Rim 2007 – Mandarin Hotel – Hong Kong


Importadora:
http://www.varietaimportadora.com.br/vinhos.php?id_categoria=8

Boa noite!
Vanda Meneguci.

domingo, 16 de junho de 2013

Desejo muito mais Desejo Merlot !


Vamos lá, dar a minha mão a palmatória. Há tempos venho acreditando no potencial dos vinhos nacionais, vinícolas cada vez mais sofisticadas, buscando tecnologia e vinhos cada vez melhores. Ponto para nós, brasileiros, uma pena ainda os preços estarem tão altos, o que faz muitas vezes a gente escolher por algum rótulo importado, por puro medo de perder o valor investido e até mesmo por preconceito. Semana passada tive a oportunidade de degustar em aula um excelente vinho nacional 100% Merlot o qual me deixou bastante impressionada.
Desejo Safra 2007 da Vinícola Salton. Tão bom quanto os vinhos da Margem Direita de Bordeaux? Sim.
De cor rubi muito intensa, já com halo de evolução. No nariz vem o toque da madeira em detrimento ao estágio de 12 meses em carvalho. Frutas vermelhas, um herbáceo leve e chocolate. Bem equilibrado, taninos elegantes e perfeita harmonia com a acidez.
Uma boa picanha ou até mesmo uma costela de porco no churrasco e pratos com massa e molho vermelho podem muito bem acompanhar este vinho.
Queijo de médio amadurecimento do tipo  Emmenthal e Gruyère, também são boas opções.
Vinhasso!
Desejo muito mais Desejo Merlot Salton.
A venda no site Rei dos Whiskys por R$ 62,00
Boa Noite!
Vanda Meneguci.

domingo, 9 de junho de 2013

Degustando um vinho de Bordeaux. Château Tourtirac Castillon Côtes de Bordeaux 2010

Só o nome Bordeaux salta aos olhos da gente e de quem reconhece a  grande contribuição da França para o fascinante mundo dos vinhos.
 
Essa semana tive a oportunidade de degustar um vinho bordalês, o Château Tourtirac Castillon Côtes de Bordeaux 2010, cujo o produtor é o Château La Pierriere, situado ao sudoeste da França, a 30 minutos de Bordeaux e a 7 minutinhos de Saint Emilion, na região de Castillon, famosa por causa da Guerra dos Cem Anos realizada entre os séculos XIV e XV onde ingleses e franceses guerrearam na disputa de territórios e obviamente pela dispusta de poder.                                                  
Nossa degustação hoje então tem uma história de batalha!





 




Este vinho é um corte tradicional, cuja a região é ótima para o cultivo da uva Merlot.  Foi elaborado  com 60% Merlot, 20%  Cabernet Sauvignon e 20% Cabernet Franc, seguindo assim o estilo do produtor.
 
De cor rubi escura  de média intensidade, sem depósitos e brilhante. Ao sentir os aromas,  logo de início, sente-se bastante álcool,  que logo vai deixando  a sua presença mais severa para  posteriormente surgir as frutas vermelhas junto a algumas notas vegetais. Um vinho de bastante estrutura, complexo, com acidez bastante presente e taninos equilibrados. A uva  Merlot mesmo com os seus 60% ainda não o tornou mais macio ao final. Por fim, é um tipico vinho Bordalês, o qual acredito que ficará melhor com um tempo de guarda de 3 a 5 anos para ser bebido.
 


Premiação Safra 2010:
Medalha de Ouro -  Concurso de Bordeaux 2012.
 
Posto abaixo o link de dois sites do Chateau La Pierriere:

http://chateau.lapierriere.free.fr

http://www.chateau-la-pierriere.com/


Boa Noite!

Vanda Meneguci.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Junte a flor, o simposio e o vinho e faça uma grande degustação.


 Mais uma prova de vinhos. Dois vinhos bastante interessantes dos quais um eu já conhecia e sabia que tratava-se de um vinho fantástico, de altíssima qualidade. Um DOC da região do Douro, Portugal, e o outro um IGT da Sícilia, da região da Caltanissetta.
O vinho do Douro degustado aqui foi o Flor de Crasto safra 2010. Um vinho de corte elaborado com três uvas de grande importância na região: Touriga Nacional, Tinta Roriz e Touriga Franca, produzido pela famosa Quinta do Crasto. Tinha muita curiosidade em provar este vinho, porque sempre exergava nele muitos atributos: Ser DOC, de uvas importantes da região, por ser de um grupo vinícola de grande notoriedade e qualidade, excelente apresentação visual e ainda por cima com um preço bastante acessível. Um vinho de cor rubi brilhante, no nariz é fácil sentir os aromas de frutas vermelhas e escuras frescas, e por fim um toquezinho floral. Na boca muita suavidade. Taninos redondos, muito macios e elegantes. ADOREI!
O segundo vinho eu já conhecia, um vinho realmente diferente, uma apresentação visual linda. Symposio safra 2010 da vinícola Principi di Butera. A vinícola em questão faz parte do Grupo Zonin, o maior produtor de vinhos na Itália, o qual detém 11 grandes vinícolas espalhadas por todo o país e uma nos EUA. O Feudo Principi di Butera fica localizado na Sicília. Symposio, que do grego significa "beber junto"...realmente e em boa companhia! Esse vinho é uma assemblage, um corte de três uvas: Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e Merlot. Um corte bordalês em solos sicilianos. Aromas de frutas escuras, toques herbáceos, muito complexos. Na boca, sente-se um vinho muito aveludado, o toque do mertot gostoso, frutado e macio...delicioso, o qual merece ser decantado uns 40 minutinhos para que em contato com o ar (oxigênio) seja explorado todo o seu potencial aromático. 
Junte a flor, o Symposio e o vinho e faça uma grande degustação!
Boa Noite,
Vanda Meneguci