quinta-feira, 30 de maio de 2013

Degustando o vinho esloveno Sivi Pinot da Marjan Simcic safra 2009

Na semana passada, tive a oportunidade de experimentar um vinho da Eslovênia (Leste Europeu). Um vinho branco realmente muito interessante da região de Primorje. Foi bastante curioso descobrir que um país tão pequeno como a Eslovênia
possui uma tradição vinícola que remonta há mais de 2.300 anos, ou seja, bem antes mesmo do calendário cristão existir. Uma produção que cresce assim como o número de vinícolas de altíssima qualidade. Bom, vou falar do vinho Sim Cic. Um vinho branco elaborado 100% com a Sivi Pinot a qual é na verdade a Pinot Gris da vinicola Marjan Simcic.

Mais antes de qualquer coisa, gostaria de falar um pouco sobre a vínicola Marjan Simcic e o que ela representa em estilo de vinhos. É hoje um dos melhores vinicultores do país. A olhos vistos, ficaria difícil acreditar no potencial desta vinícola, pois não trata-se de uma vinícola sofisticada, porém o que essa família leva em questão mesmo, são as técnicas de produção e cultivos, para produzir vinhos de excelência e qualidade.

As vinhas encontram-se ao lado da Eslovênia, porém na sub região de Collio Gorizia, Goriska Brda (área vinícola de Primorje), sendo uma continuidade das Collio Italianas da região de Friulli Venezia-Giulia, no nordeste da Itália.
Os terrenos do Collio são compostos de marga e arenito, ideal para o cultivo das videiras. Falando em videiras, A condução das mesmas, também são bem ao estilo do vizinho Friuliano, em intervalos controlados para que as mesmas possam competir umas com as outras para extrair do solo  a maior quantidade de nutrientes possíveis.
Deixando de lado a história da vinícola, vou agora decrever as impressões obtidas referentes ao vinho Sim Cic Sivi Pinot safra 2009.
É um vinho de coloração amarelo cobre, de aromas florais e de frutas brancas como pêssegos e melão maduro, assim como notas minerais as quais ficam muito evidentes no nariz. De longa persitência em boca,  vivaz e de ótima acidez e um certo amargorzinho no final. Muito bom! 


Para harmonização, fica bem acompanhado a presento cru, um macarrão penne  com atum e rúcula.
Quem traz este vinho para o Brasil é a importadora Decanter.
Boa tarde de feriado, e fica a dica: Vale muito a pena escolher vinhos provenientes da Eslovênia.

Vanda Meneguci.



sábado, 25 de maio de 2013

Decantei um Amarone Farina Classico DOC Della Valpolicella 2009.


Noite de sexta-feira fria em São Paulo, propícia para um bom vinho com excelentes companhias. Nada melhor do que a família para participar de uma prova de vinhos com um vinho que também é tão clássico e sagrado como a família da gente.

Um Amarone Clássico DOC Della Valpolicella da Farina Safra 2009. Para degustar um vinho especial e de grande estrutura, uma pecado seria não decanta-lo, para poder assim sentir seus aromas clássicos das cerejas azedas e ameixas, marca registrada para este estilo. O vinho Amarone é um vinho feito de uvas semi desidratadas as quais passam por secagem em estantes à temperatura natural por um mínimo de 3 meses. Essas são normas seriamente estabelecidas para todo e qualquer produtor. 
Vamos lá para a nossa prova de vinhos. Os meus convidados não estavam lá com muita paciência para  esperar o vinho decantar, o que demoraria uns 40 minutos em um decanter de vidro normal, para que em contato com o ar (oxigênio) o mesmo pudesse revelar todo o seu potencial aromático, sendo assim, utilizamos um decanter que faz a decantação automática diretamente na taça.
Antes de decantar a primeira taça, fizemos o comparativo dos aromas inserindo em uma taça um pouco de vinho não decantado. Ao comparar a taça não decantada com as demais, os aromas  apareceram  instantaneamente.
Um excelente Amarone. Aromas etéreos, de cerejas escuras, picante, de grande estrutura, encheu a boca. Taninos expressivos, porém muito elegantes. Um vinho bastante aveludado.

A safra em si não traz premiações importantes, o que não desqualificara de forma alguma a safra 2009. Em safras anteriores ganhara premiações como Duemilavini, Mundus Vini Germania , Whine Enthusiast.
Perfeito para pesticar com queijos envelhecidos, carnes de caça, risotto com pancetta e sálvia. Por fim a família amou este vinho!
No Brasil, não sei ao certo se existe hoje algum importador exclusivo.
Comprara na Itália por 18 Euros no mês passado. Um custo muito barato, já que o custo médio de um Amarone aqui no Brasil é de R$ 180,00.

Boa Noite !
Vanda Meneguci.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Brunello di Montalcino Ugolaia 2006. Um Brunello Top!


A DOCG Brunello di Montalcino, originou-se da feliz tentativa de um fazendeiro em plantar as melhores cepas de Sangiovese para criar uma cepa - Brunello (Sangiovese Grosso) capaz de produzir vinhos encorpados e com potencial de envelhecimento. Uma espécie de clone de si própria, já que  a Sangiovese não possui lá muita estrutura . A uva mãe da Toscana, aqui ganha super caráter, torna-se uma super -uva.

O Brunello é um vinho Toscano que possui algumas regrinhas básicas por fazer parte de uma DOCG. É o vinho que mais precisa envelhecer: mínimo de 4 anos obrigatório, sendo ao menos 2 anos em carvalho, e pelo menos pelos 4 meses em garrafa, não pode ser colocado para consumo antes de 1 de janeiro do ano sucessivo ao término de cinco anos calculados considerando o ano da safra, ou seja, só após 5 anos da sua colheita estará disponível para venda. Muito importante neste estilo de vinho também, é a escolha do produtor.

Provei recentemente um Brunello Di Montalcino muito bom, da Azienda Agraria Lisini, o Ugolaia 2006. Essa safra especialmente tem muitos prêmios importantes:
Tre Bicchieri - Gambero Rosso,
95 pts no Wine Advocate,
5 Grappoli AIS

Bom, com premiações tão importantes assim, não precisa nem frisar muito que trata-se de um vinho excepcional. Muita fruta escura, toques herbáceos, húmus e caramelo. Taninos potentes em perfeito equilíbrio com a acidez. Final de boca bem persistente. Gostaria de pedir bis!!! Mais trata-se aqui de um vinho não muito baratinho, sendo assim, ficarei algum tempo somente com a lembrança.


Perfeito para acompanhar um risoto de carne ao sugo!


Já faz quase 1 mês que eu provei este vinho, porém não poderia deixa-lo passar assim, despercebido. Guardei a garrafa então para poder registra-la. Acho ainda que sentirei pena em me desfazer dela. O bom é
que o Ugolaia é importado pela Interfood: www.interfood.com.br.Referente a disponibilidade da safra, informe - se com o importador.

Deixo hoje vocês com um grande abraço e uma forte sensação de Brunello!

Boa Noite,

Vanda Meneguci.

domingo, 19 de maio de 2013

Degustação de Vinhos Espanhóis

Quinta-feira, dia 16, às 16h. Estava eu em uma prova de vinhos espanhóis realizada em uma Adega no centro da cidade. Tive a oportunidade de degustar excelentes vinhos, e o mais legal de tudo, com ótimos preços. Claro que fiquei feliz que tinha ali duas garrafinhas as quais já chamaram a minha atenção logo no primeiro olhar. Um CAVA e um vinho Tempranillo, a minha uva queridinha espanhola.
Enfim, como é de praxe nas provas de vinhos, começamos sempre pelos espumantes e brancos para passar logo após a degustação de tintos mais simples, finalizando com os mais expressivos.
O primeiro rótulo degustado foi o Cava Castell de La Comanda Brut, da vínicola  Castell d’Or, situada na região da Catalunha. Curiosidades a parte, descobri que a vinícola fora projetada pelo arquiteto César Martinell, um dos discípulos de Gaudí.                                             

Bem geladinho, estava realmente uma delícia! Boa persistência, ótima acidez, próprios de um Cava elaborado com as uvas Parellada 50% (que propricia corpo suave e cremoso) e a casta Macabeo 50%, (que confere vivacidade e acidez). Este Cava passa  por estágio mínimo de 22 meses em contato com as leveduras.
Um Cava assim é bom para qualquer hora, acompanhado por saladas e peixes, cai muito bem. Simplesmente adorei!
O segundo e o terceiro vinhos desgustados, foram os excepcionais vinhos da Bodegas Pujanza vinícola da sub região Rioja Alavessa, no País Basco, (Rioja) região onde ficam as melhores produções de Tempranillo e Graciano plantadas a 600 m de altitude.
Dios Ares Blanco safra 2010 e Dios Ares Crianza 2007.
Dios Ares Blanco safra 2010 é um vinho elaborado 100% com a uva Viura. Aromas florais, minerais, boa acidez e ótima persistência em boca. Já o meu queridinho, tinha certeza que não iria me decepcionar: Dios Ares Crianza 2007. Senti no nariz as notas típicas de um bom Tempranillo. Frutas vermelhas e escuras, aquele toque sutil do cacau pela breve passagem em barrica além de um toque herbáceo. Taninos muito macios e boa persistência em boca. Beberia certamente a garrafa inteira!

Passando agora para a 4ª prova, cheguei ao vinho Juan Gil Monastrell, da vinícola boutique Juan Gil, elaborado com 100% da uva Monastrel. Um vinho encorpado, com bastante potencial de evolução. Jumilla, a DO da vinícola, é a maior e mais importante área do mundo na produção desta variedade de casta. Um fator bastante interessante neste vinho é que suas uvas são provenientes de vinhedos bem antigos. É por isso que o seu rótulo contém a gravura de uma vinha velha.
Infelizmente tive que pular a prova do 5º vinho por falta de tempo em permanecer a degustação,
em tempos de Cinderella, infelizmente estamos sempre de olho no relógio e  aula na ABS me esperava, sendo assim provei o 6º e último, o Pujanza 2007, também da Bodegas Pujanza, e lá vem a
minha uva Tempranillo outra vez! Um vinho 100% Tempranillo, com notas de frutas vermelhas escuras, madeiras e tostados. Final longo e taninos bem estruturados. Um verdadeiro show!!!!
Valeu a prova, e a minha dica é: experimentem!
Todos os vinhos degustados são importados pela Mercovino:

Bom domingo,
Vanda Meneguci.

sábado, 18 de maio de 2013

Vinitaly em Verona - A Meca dos vinhos italianos.

Se para os povos islâmicos Meca é a cidade sagrada, para os apreciadores de vinhos italianos Verona torna-se a Meca Italiana no mês de Abril. Sendo assim, fui este ano conhecer a "Meca Italiana", a magestosa Vinitaly, que ocorreu entre os dias 7 a 10 de Abril no VeronaFiere.
Muitos produtores, muitos vinhos, muita coisa boa para conhecer. Quatro dias foram poucos; confesso que fiquei um tanto perdida no primeiro dia em meio a um mundo a parte, um mundo totalmente em paralelo. Não sabia no que focar, em que conhecer primeiro. Mais de 4.200 empresas sendo em sua grande maioria produtores de vinho, dispostos em um área superior a 95.000 m² não é mole não!













Me senti como em meio a "Disneylândia da Vitinicultura", pois a minha expectativa certamente poderia ser comparada a de uma criança. O que me chamara a atenção logo na entrada, foi a forma como a feira é disposta: cada região produtora em um pavilhão distinto. Havia os pavilhões de todas as regiões produtoras:  Lombardia, Piemonte, Toscana, Puglia, Abruzzo/Valle D`Aosta/ Liguria, Puglia, Toscana, Campania, Friuli Venezia Giulia/ Alto Adige, Marche, Lazio, Veneto, Emilia Romagna, Sicília,Trentino, Balisilicata/Calabria/Molise/Sardenha/ Umbria.

Dessa forma, torna-se fácil para o visitante conhecer os produtores das regiões que mais lhe interessam. No segundo dia de visita fui focada nas regiões e nos produtores específicos em cada um dos pavilhões. No pavilhão do Vêneto, visitei os produtores tops, Tommaso Bussola, Speri , Masi e Tedeschi, todos excelentes na produção de vinhos Amarones. Nestes, a prova de vinhos fora difícil de acontecer, pois são vinhos de alto padrão, e os produtores ali, serviam apenas aos contatos comerciais, não davam muita oportunidade ao público em geral, o que é realmente aceitável, mais uma pena para mim, que fui ávida a experimenta-los. Ainda percorrendo pelo pavilhão do Vêneto, visitei o estande da Ruggeri.  A Ruggeri, é uma das maiores e melhores vinícolas de região de Valdobbiadene - Conegliano, sendo ela uma DOCG para vinhos Prosecco. Aqui felizmente me apresentei como uma estudante de vinhos brasileira e fui muito bem recebida pelo próprio Giustino Bisol, (da família  Ruggeri) o qual me dera a oportunidade de provar o excepcional Giustino B safra 2011(Tre Biccheri no Gambero Rosso 2013) da região que é o coração do Prosecco, Valdobiadene-Cartizze. Outro vinho Prosecco excepcional provado da Ruggeri foi o Vecchi Vitti, elaborado a partir de vinhas velhas da Terre di Valdobbiadene. 
 
           Giustino B safra 2011 recebeu o Tre Biccheri
             2013 no guia Gambero Rosso de 2013.

 Visitando o pavilhão da Sicília descobri vinhos fantásticos, uvas maravilhosas, as quais são auctóctones, ou seja, próprias da região. Uma vinícola simplesmente espetacular, a Donna Fugata,
proporcionou -me a experimentar o melhor passito de todos os tempos, o Ben Ryè, verdadeiro Vino da Meditazione, produzido com a uva Zibibbo (Moscato d´Alessandria). Sem dúvidas, o melhor vino passito que eu já provei, portanto guardem este nome: Ben Ryé.

No nariz vem notas de frutas brancas maduras, damasco, pêssego e brasileira que eu sou, senti muita manga, pasmem, muita manga no olfato! É difícil falar em manga e descrever o seu aroma já que trata-se de uma fruta muito particular e tropical, inexistente em países de clima frio.  Outras notas porém como mel, toques herbáceos e minerais tornam-se presentes.Presente que a minha prima Sara Meneguz, produtora de vinhos e Sommelier que me dera, conhecer os vinhos dessa fantástica  vinícola. Me impressionou.
Outro rótulo fantástico é o Mille e Una Notte. Um vinho cuja casta é a  Nero D´Avola e um pequeno percentual de outra variedade de uva tinta. Notas de frutas maduras e muito elegantes no paladar.O melhor de tudo, é que descobrira lá na Vinitaly, que os vinhos Donna Fugata são importados para o Brasil pela worldwine: http://www.worldwine.com.br . Valem cada centavo gasto, cada gole degustado.
Poderia falar aqui das inúmeras experiências vivênciadas nos 4 dias da Vinitaly 2013, mais teria que escrever muita coisa. Deixo aqui apenas algumas das boas lembranças, dessa fantástica feira, cheia de novidades, clássicos e maravilhas desta verdadeira Meca Italiana. Valeu cada minuto, cada estande visitado, cada salto de sapato deixado para trás. Inesquecível mesmo!

Vanda Meneguci.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Vale do Loire - Vale dos Reis, das paixões, da história e dos vinhos !



O Vale do Loire é pura inspiração. Não é conhecido como o "Jardim da França" à toa. Uma região que inspira contos de fadas, devido a sua beleza, grandiosidade de seus castelos, e também pelos seus excelentes vinhos brancos, espumantes e até tintos leves.
Dizem que Charles Perraul, escritor e poeta francês de uma das mais clássicas histórias de contos de fadas, a Bela Adormecida, adaptada aos estúdios Disney , inspirou-se no Castelo de Ussè, o qual está situado ao sudoeste de Paris, na comuna de Rigny - Ussè.


E o que dizer dos castelos de Chambord e Cheanouceau e suas histórias de amor, paixão e disputas? Um rei, Francisco I, que construiu esses 2 exuberantes castelos inspirados na arquitetura renascentista francesa combinada a formas e estruturas medievais. Acrescenta -se aí estruturas italianas e Leornado da Vinci.















Sim, Leornardo da Vinci, pois era amigo do rei Francisco I e muito conhecido na corte e entre a nobreza francesa. Dizem que as imensas escadarias do castelo de Chambord é de arquitetura do próprio Leornado. Chenouceau foi também construído nos mesmos moldes, um presente que o rei dera a seu filho Henrique II, casado com  Catarina de Aragão, 

o qual dera de presente a sua amante Diane de Poitiers. Maravilhada com a beleza do local, Diane mandou construir imensos jardins e uma ponte arcada juntando o castelo à margem oposta do rio. Intriga, ciúmes e por fim, a retomada do Castelo de Chenouceau a Catarina de Aragão após a morte do seu esposo Henrique II.

O Vale do Loire é uma região que está situada ao lado norte da França e se estende até o centro, cortada por toda extensão pelo rio Loire recebendo influência marítima do Oceano Atlântico. Se pensarmos na viagem, na magnífica rota do vinho, a qual inicia -se a norte do rio Loire, do Oceano Atlântico até a região de Poully-sur-Loire, no centro do país, a mesma é cercada de uma ponta a  outra por  esses b elíssimos castelos,  dividida  assim em 4 regiões:  Pays Nantais, Anjou Saumur, Touraine e Loire Central; cada 
uma das regiões tem um estilo de vinhos próprios: Pays Nantais, é o lar dos vinhos da uva Muscadet; Anjou Saumur ideal para vinhos doces e as suas AOCs de grande fama  e tradição como  a  Coteaux de I Aubance e Coteaux do Layon;  Touraine  para os vinhos

tintos do Loire com suas denominações Chinon, Bourgueil e St - Nicolas -de- Bourgueil, as quais produzem vinhos tintos leves, produzidos com as castas Cabernet Franc, a qual é um corte na maioria dos vinhos do Loire e de caraterísticas muito diferentes, chamada também especificamente no Loire como Breton. Já o Loire Central é o berço da Sauvignon Blanc, produzindo vinhos de grande caráter e expressão únicas.

Falando em Sauvignon Blanc, essa uva produz no Loire um estilo muito especial de vinhos, o Pouilly - Fumé.
O nome Poully - Fumé origina-se da cidade chamada  Pully-sur-Loire, e "fumé" que  significa defumado ou defumação. Essa característica de defumado é própria desse estilo.
Geralmente os vinhos Poully - Fumé não passam por carvalho, justamente porque os produtores dão preferência aos aromas desta variedade, cujo o terroir local já fazem deles vinhos especiais, distintos e raros, sendo assim caracterizada como uma AOC (Appelation Poully - Fumé Contrólle).

Um dos melhores e mais renomados Châteaus da região, é o Châteu De Tracy. O solo argiloso e de pedra da colina de 
Tracy, dá um caráter poderoso e distinto aos vinhos produzidos com a sua uva rainha, a Sauvignon Blanc.
 
Imagina-se então conhecendo o Vale do Loire e toda essa grandiosidade de estilos de vinhos, belezas naturais em meio a Chateus de belezas incomparáveis. Um sonho digno de um contos de fadas, para sonhar bem acordado.

Até o próximo post!

Vanda Meneguci.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Uma volta aos anos 90 ? Mappin e Liebfraumilch, o "garrafa azul"


"Mappin...venha correndo Mappin, chegou a hora Mappin..." Foi nesta tradicional e extinta loja de magazines que na minha juventude eu comprava os famosos Liebfraumilch, cuja a procura na época por este estilo de vinho era imensa. No Mappin mesmo esse vinho estava por todos os cantos, espalhados na gôndola e em diversas ilhas promocionais, uma grande estratégia de comunicação e vendas que eclodiu na época. A importadora Expand trouxe este vinho para o país com a finalidade de transforma-lo em um ícone de sucesso e assim o fez. Pela dificuldade em pronunciar seu nome em Alemão acabou por fim popularmente conhecido como "garrafa azul". Engraçado que eu, as minhas irmãs e amigos da época o consumíamos muito e o alerta dado na compra era sempre o mesmo: - " O Liebfraumilch original é o da garrafa azul, não se esqueça é o que tem a figura da Santa estampada na garrafa segurando o menino Jesus. Se assim não for, não é o Liebfraumilch verdadeiro", atire a primeira pedra quem não escutou essas dicas! Quem viveu essa época, certamente se lembra bem do que estou dizendo.

Liebfrau, significa " Nossa Senhora" em alemão, por isso o nome Liebfraumilch e a imagem de nossa Senhora com o menino Jesus no colo estampado no rótulo da garrafa. Os vinhedos originários ficam situados em Worms, nas proximidades da Liebfrauenstift Church, Igreja Liebfrauenstift.

Bom, então vamos lá, você já se perguntou que tipo de vinho é o Liebfraumilch?
Liebfraumilch é um vinho produzido nas regiões de  Reinhessen, Pfalz, Nahe, Francônia, Mosela-Saar-Ruwer e Ahr na Alemanha. Faz parte também dos vinhos da categoria dos QBA (Qualitastswein Bestimmter Anbaugebiete) cuja a mesma poderá produzir vinhos de boa qualidade ou não e isso vai depender exclusivamente da intenção do produtor; no caso do Liebfraumilch o objetivo é a produção em volume. O teor de álcool deve atingir o mínimo de 7%, variando entre 9,5%. Geralmente passa por chapitalização  para aumentar o nível de álcool, o qual costuma ser baixo. Cabe a um Liebfraumilch conter ao menos 70% das castas Riesling, Kerner, Silvaner ou Muller - Thurgau

Finalmente muito se falou, muito se criticou e os vinhos alemães, por fim, perderam a credibilidade no quesito qualidade no país, fato esse que não é verdade. Sabemos que a Alemanha produz excelentes rieslings brancos de qualidade com predicados, os QMPs. De qualquer forma, ainda existem consumidores saudosos, independentes deste ser ou não um grande vinho. O fato é que ele marcou uma geração, uma época, construiu a sua história. Hoje é mais difícil encontra-lo no mercado, mais fiz uma busca em alguns sites de venda.Vale a pena fazer uma pesquisa, pois há variação de preços e possíveis taxas de entrega.

Josef Friederich - Liebfraumilch. Importador: Expand




Descrição:

Cor: Amarelo palha com refexos dourados.
Aroma: Lembra frutas cítricas, maracujá e maçã.
Paladar: Um vinho adocicado, aromático com acidez equilibrada.

Harmonização: Tortas doces e saladas de frutas.

Temperatura de serviço: 8 a 10 ºC.

Tipo: Suave.

Graduação alcoólica: 9,5%



Onde encontra-lo:
 
http://www.adegabrasil.com/produto.php?referencia=2647
http://www.bebidaonline.com.br/products/Vinho-Josef-Friederich-Liebfraumilch-Rheinhessen-750ml.html
http://www.imigrantesbebidas.com.br/produto/1402/Vinho+Liebfraumilch+J.Friederich+750+ml

Até o próximo post!
Vanda Meneguci

domingo, 12 de maio de 2013

O inicio de tudo, o primeiro post !!!!


 Aquela sensação do primeiro sutiã, com todo respeito, é real, ela existe sim! Existe uma responsabilidade na comunicação tremenda, pois são os comunicadores os formadores de opinião. Hoje, na missa do dia das mães, uma das orações envolvia os comunicadores, uma prece. Senti-me lisonjeada, e logo veio aquele frio na barriga, aquela engolida salivar que vai descendo garganta abaixo. Pensei comigo: Obrigada meu Deus, tenho um dom, sou publicitária, e agora escrevo um blog de vinhos. Cabe a mim ser honesta, sincera, justa e objetiva em meus comentários. Tenho a linda missão de propagar ideias, de levar conhecimento, independente do sexo, raça, classe social, crença ou religião, afinal a comunicação é como um rio que corre por todos os lados para juntar-se a outros elementos. Disse para minha mãe: " Mãe, a missa é pra você, mais essa prece foi pra mim, tenho esse destino". Sendo assim, selo aqui, o primeiro post, que hoje é meramente um olá, como o vizinho que acabara de chegar e que você viu pela primeira vez na sua vida, desejando à você uma boa noite...
Vem muitos vinhos por aí !!!!

Feliz Dia das Mães,
Vanda Meneguci.