domingo, 22 de dezembro de 2013

Vinhos e espumantes para as festas de fim de ano.


Um pouco em cima da hora, mais ainda em tempo, realizei as compras de vinhos e espumantes para as festas de fim de ano. Tênis nos pés, 2 sacolas bem resistentes, e já com alguma ideia prévia em mente, fui a uma das delicatessen mais completas, sofisticadas e com preço justo em seus excelentes produtos importados: A Metapunto. Antes de qualquer coisa pensei na preferência de sabores e estilos que poderiam agradar toda a família, em especial a minha "mama" que prefere vinhos leves com certa doçura. Pensei também no jantar da ceia a base de aves - na minha casa será em especial Chester - e claro, em espumantes que são festivos, agradam todo mundo, além de ser muito elegante. Fui bem "brasuca" para a escolha, talvez para celebrar um 2014 positivo para o país. Outra coisa legal foi o preço gasto nesses vinhos. Vocês irão gostar. Vamos lá para a listinha?



A Metapunto possui uma grande variedade de bebidas, biscoitos finos, chocolates e presentes. Bom gosto de encher os olhos.



























1) Los Vascos Chardonnay 2011 - Colchagua/ Chile
 (Para harmonizar com o Chester!)
 R$ 39,90







2) Bossa nº 2 - Hermann  Demi Sec - Serra Gauchá / Brasil
Elaboração: Método Charmat
Uvas: 100% Chardonnay
Para harmonizar com petiscos, canapés, torradas leve e frutas.
R$ 26,90











3) Bossa nº 3 - Hermann  Rosè - Serra Gaúcha/Brasil
Elaboração: Método Charmat
Uvas: Cabernet Franc, Merlot, Pinotage

Harmoniza bem com canapés, antepastos e frios.
R$ 26,90






4) Lírica - Hermann  Brut - Serra Gaúcha/Brasil
Elaboração: Método Tradicional
Uvas: Chardonnay
Harmoniza bem com aperitivos e antepastos. 

R$ 38,00








Conheça a Metapunto!
http://metapunto.com.br/

Boas Festas !
Vanda Meneguci

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Degustação de espumantes nacionais


Com a chegada das estações quentes e também do fim de ano, o desejo e interesse por vinhos espumantes
aumenta na mesma proporção que os vinhos tânicos tornam - se menos desejosos, o que é bastante natural e compreensível. Na semana passada, tive a oportunidade de comparecer a degustação de espumantes nacionais realizada na ABS - SP. A degustação contou com exemplares de 11 produtores, os quais em sua grande maioria procedentes de Bento Golçalves - RS em estilos variados: Nature, Brut, Extra Brut.  Foi uma prova a qual considerei muito oportuna não apenas pela possibilidade de degustar bons rótulos nacionais, mais também por encontrar características bem interessantes, cujo o custo-benefício de alguns tornou-se evidente ali, praticamente unânime entre todos os presentes, e claro que alguns acabaram sendo privilegiados pela temperatura de serviço correta, o que fez notável diferença. Bom, mas vamos lá, em geral, o que eu gostaria mesmo de ressaltar é que o Brasil caminha muito bem rumo a boa qualidade na produção de vinhos, fato que venho sempre destacando em minhas publicações e os espumantes brasucas há tempos vem sendo prestigiados em degustações internacionais assim como os tintos também. Dos 11 vinhos degustados, merecem destaques o Hermann Bossa nº1, espumante que me surpreendeu muito pela sua ótima qualidade e relação custo -benefício, o Extra Brut Speciale na Vinicola Maximo Boschi, o qual estava perfeito em todos os quesitos (temperatura de serviço, perlage, aromas, acidez, persistência em boca e sem nenhum amargor) e o Cuvée Antonio Domenico Salton Gerações, o qual faltou apenas um pouco mais de frescor, mas que teve o seu mérito.
Vamos então vamos para degustação e percepções?


1) Hermann Bossa nº 1 - Brut - Hermann
Cor / Visual: amarelo palha com reflexos verdeais. Boa perlage (borbulhas).
Aromas: frutas citrinas (abacaxi, limão), notas florais e pão.
Boca: fresco, frutado e boa acidez. Boa persistência. Ótimo custo benefício. Foi servido na temperatura ideal e agradou muito!
R$ 35,60

2) Campos de Cima Brut - Campos de Cima 
Cor/ Visual: amarelo dourado brilhante. Boa perlage.
Aromas: frutas citrinas, frutas com caroço,  leve toque floral e pão.
Boca: fresco e frutado.
R$ 39,00

3) Angheben Brut - Angheben Adega de Vinhos Finos Ltda
Cor/Visual: amarelo palha com reflexos verdeais. Boa perlage.
Aromas: frutas citrinas, brancas com caroço (pêra), pão.
Boca: fresco, com boa acidez e persistência.
R$ 43,00

4) Cave Pericó Champenoise Nature - Vinicola Pericó
Cor/Visual: amarelo dourado. Boa perlage.
Aromas: frutas citrinas (abacaxi), brancas com caroço (maçã-verde), pão.
Boca: frutado, com boa acidez e persistência.
R$ 65,00

5) Extra Brut Luis H. Zanini - Vallontano
Cor/Visual: amarelo palha. Boa perlage (borbulhas).
Aromas: frutas citrinas (abacaxi), leve toque mineral, frutas brancas com caroço, pão.
Boca: boa acidez e persistência em boca.
R$ 77,50

6) Extra Brut Speciale - Vinicola Maximo Boschi (O melhor da prova!)
Cor/ Visual: amarelo palha com reflexos verdeais. Boa perlage.
Aromas: frutas citrinas (abacaxi, limão), frutas brancas, notas minerais, florais, leve tostado e pão.
Boca: boa acidez, equilibrado, fresco, doçura muito sutil.
R$ 99,00

7) Gran Reserva Extra Brut 60 - Casa Valduga
Cor/ Visual: amarelo Dourado .
Aromas: frutas maduras, flores e aromas de pão.
Boca: boa acidez, boa persistência em boca.
R$ 87,08

8) Nature Pas Dosé - Vinhos e Espumantes Adolfo Lona Ltda
Cor/ Visual: amarelo palha.
Aromas: frutas maduras, mel, aromas de pão.
Boca: boa acidez, boa persistência em boca.
R$ 55,91

9) Cuvée Antonio Domenico Salton Gerações - Vinhos Salton
Cor/ Visual: amarelo palha.
Aromas: frutas secas, mel, aromas de pão.
Boca: boa acidez, boa persistência em boca.
R$ 86,90

10) Excellence par Chandon Brut Cuvée Prestige - Moet Hennessy do Brasil
Cor/ Visual: amarelo Dourado.
Aromas: frutas maduras, flores, alecrim e pão.
Boca: fresco, frutado, leve doçura, equilibrado.
R$ 90,00

11) Estrelas do Brasil Nature Rosé - Estrelas do Brasil Comércio de Vinhos
Cor/ Visual:  rosa salmão, lembrando casca de cebola.
Aromas: frutas secas e aromas complexos
Boca: frutado, boa acidez e persistência.
R$: 80,00


Até o próximo post!
Vanda Meneguci.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Entrevista exclusiva com Faye Cardwell - Uma mulher a frente do seu tempo.

Guardem bem o seu nome: FAYE CARDWELL, uma mulher a frente do seu tempo. Como ela mesma se auto - intitula, trabalha para si, é senhora da sua própria escolha. Uma jovem inglesa, poliglota, simpática e dinâmica que faz o que ama: promove vinhos italianos pelos quatro cantos do mundo. Recentemente esteve no Brasil para negociar pelo 2º ano consecutivo a participação do Consórcio La Spiga di Montalcino na Expovinis 2014. Com descontração e muita simpatia, Faye nos dá essa entrevista exclusiva.

VAT: Como iniciou a sua paixão pelos vinhos?
FAYE CARDWELL: Ah... A minha paixão pelos vinhos... Eu iniciei há 10 anos com o trabalho para organizar feiras de vinhos, ou a única feira de vinhos italianos existente na China. Depois de um ano, eu tive o prazer de organizar uma degustação de vinhos em um projeto para a 40ª edição da Vinitaly com Serena Sutcliffe, Master of Wine, e uma das maiores experts de vinho no mundo. Ela escolheu 14 produtores muito importantes para apresentar os seus produtos, e foi aí que eu disse a mim mesma: “Com todos esses vinhos maravilhosos, (eu já entendia alguma coisa) por que não continuar”? E foi ali mesmo que eu decidi me aperfeiçoar estudando na (AIS- Itália) onde obtive a formação profissional como Sommelière, e depois mais uma intitulação pela WSET, chegando ao nível avançado.

VAT: Como se dá o seu trabalho na prospecção dos produtores e até a efetivação dos eventos pelo mundo?
FAYE CARDWELL: É um grande trabalho de PA, de conhecer pessoas. Com os eventos os quais eu organizo, tenho a sorte de conhecer muita gente do meio, e com isso eu posso coloca-las em contato, umas com as outras. Eu trabalho muito com grupos de produtores, então é muito importante entender qual é o posicionamento do vinho no mercado, por exemplo, no Brasil nós definimos o Brunello porque também o Brunello é muito conhecido no país; é um mercado interessante. Por exemplo, eu posso vir aqui com o Brunello, mais não posso vir aqui com outra região com qual eu trabalho, porque pode não ser um mercado adequado. Então, preciso entender qual é o produtor, qual é o produto, e quais são as suas características.

VAT: Qual é a expectativa dos produtores quando vocês criam juntos esse fomento? Seria a princípio a promoção dos vinhos, correto?
FAYE CARDWELL: Sim. Eles têm que ter a consciência de que eu não tenho um mercado fácil no mundo, precisam se preparar. Eu posso ajuda-los na prospecção de contatos, com a comunicação, e depois ajuda-los a fazer o trabalho nos eventos sabendo que talvez eles encontrem a pessoa certa ou talvez não, que talvez eles tenham que retornar uma vez, duas vezes, ou talvez descubram que não é o seu mercado, que os preços são altos. O produtor tem que ser consciente do risco, tem que escolher bem o importador. Ao final, é sempre um trabalho de parceria, ou seja, os vinhos são importantes mais nesse tempo, ele tem que saber o que oferecer ao importador, fundamental aí, especialmente em novos mercados como o Brasil, o treinamento para a equipe comercial e para o canal de vendas.

VAT: O mercado de vinhos é muito amplo, principalmente na Europa. O que os produtores quem trabalham com você podem fazer para criar um diferencial competitivo perante os outros negociants que trabalham vinhos no mundo?
FAYE CARDWELL: Eu trabalho muito com produtores italianos, e eu acho que eles têm uma grande vantagem em ter coisas muito diferentes se comparado a outros países. Apelações que são interessantes e muito específicas, e hoje temos muitos mercados que buscam produtores “in natura”, ou seja, produtores de vinhos orgânicos, que não buscam apenas uma marca famosa, um “Jacob´s Creek”, mais sim um vinho mais exclusivo no se refere à terroir. Essa é uma característica muito importante encontrada no mercado dos vinhos italianos.

VAT:  Quais são as suas expectativas para o mercado brasileiro?

FAYE CARDWELL: ...Ah ah... eu acho o mercado brasileiro muito interessante para todos, porém a questão tributária alta complica, mais o que eu posso perceber é que o consumidor gosta muito dos vinhos italianos, então para os meus clientes isso é muito interessante, sendo assim, esperamos encontrar importadoras sérias para que juntos possamos crescer e criar um mercado. Eles têm consciência de que não é um trabalho fácil, mas os 13 produtores que virão ao Brasil em abril, sabem disso sim. Vamos lançar nossa nova marca "The Faces of Brunello" na Expovinis 2014 com o intuito de ajudar as pessoas a entender que esse grupo faz um dos vinhos mais famosos da Itália. Eles são um grupo de jovens produtores que hoje fazem excelentes vinhos com diferentes características e estilos. Temos um produtor com vinhos biodinâmicos que é tão apaixonado que pode prender sua atenção por horas enquanto descreve como gerencia seus vinhedos. Vamos realizar um evento para a imprensa também, por isso esperamos que os jornalistas locais se encantem pela paixão que eles têm por seus vinhos.

VAT: Uma experiência inesquecível na sua vida.
FAYE CARDWELL: Eu tenho a sorte de visitar coisas muito diferentes, então visito um pequeno produtor na região de Marche que faz um biodinâmico com ânfora de séculos, que faz o vinho na terra; também com produtores de Valpolicella, uma região onde vivi por dez anos que faz coisas muito selecionadas, - eu adoro o Amarone! - mais há um mês, fui a Campo Viejo, na Espanha, que foi um outro tipo de experiência, onde conheci uma vinícola de 4.600 hectares. Eles produzem 12 milhões de garrafas/ano e possuem 70 mil barricas. Essa foi uma experiência fantástica, perfeita para entender a grande variedade no mundo do vinho.

VAT: A Faye pela Faye...
FAYE CARDWELL: Ahahahah. Como eu sou? Germinal. Então, sou uma pessoa muito curiosa, sociável, que gosta de conhecer pessoas, de viajar e de fazer coisas muito diferentes, por isso trabalho para mim mesma, porque na minha vida organizo um evento no Brasil, escrevo um artigo, por exemplo, procuro jornalistas para o pré-lançamento do Amarone em Verona, então sempre faço coisas muito diversas o tempo inteiro. Nesse momento estou trabalhando na segunda edição do Wine Business Innovation Summit, um evento para as pessoas no comércio de vinhos que combina aspectos da comunicação, modelos de negócios, marketing e vinhos em um todo. Será realizado em Munique nos dias 18 e 19 de janeiro.

VAT: Deixe uma mensagem para os leitores do Blog.
FAYE CARDWELL: Ahahaha.. Uma mensagem? Bebam mais vinho e não se intimidem. O melhor vinho é o vinho que você gosta! 

domingo, 17 de novembro de 2013

E por falar em Chablis degustamos La Chablisienne.


 A expressão máxima da uva Chardonnay se dá aqui, no distrito de Chablis,  entre Paris e Beaune, abrindo a porta dourada dos vinhos ao extremo norte da Borgonha. Imitados por muitos, sublime e inigualável para os experts, pois somente as condições climáticas desta região, poderiam criar em um vinho características tão específicas; são muitos secos, porém não agressivos, metálicos mais não austeros, ricos, mais não pesados, onde a mistura de frutas maduras e citrinas combinam perfeitamente à mineralidade, sua palavra-chave. Curiosidades à parte, o grande segredo da região, é ter sido há milhões de anos fundo do mar, daí a justificativa do seu solo ser tão rico em substâncias calcárias. Isto é Chablis. Conheci os vinhos La Chablisienne, um dos principais produtores do distrito, na degustação desta última quarta-feira realizada na ABS - SP. Fundada em 1923, no ano de 2012 foi considerada a principal produtora neste estilo, sendo responsável por 25% do total das vinhas distritais. Chablis é a cara do verão, da beleza, da sofisticação, atreladas a uma harmonização mais que perfeita combinada a ostras, frutos do mar, saladas, queijos, e comidas tailandesas. 















Faites - nous savoir Chablis?

1) Petit Chablis "Pas Si Petit" Safra 2011
Cor/ Visual: Amarelo palha brilhante.
Olfato: Frutas cítricas (limão, abacaxi).
Paladar: Boa acidez, refrescante, final de boca persistente.

2) Chablis "Le Sereine" Safra 2011 
Cor/ Visual: Amarelo palha com reflexos verdeais.
Olfato: Floral, notas cítricas e minerais.
Paladar: Boa acidez, refrescante, final de boca longo e persistente.


3) Chablis "Le Pierrelée" Safra 2010 
Cor/Visual: Amarelo palha brilhante com reflexos verdeais.
Olfato: Frutas brancas, citrinas, toque mineral bastante expressivo.
Paladar: Boa acidez, final de boca longo e persistente.

4) Chablis Premier Cru "Côte de Léchet" Safra 2011
Cor/Visual: Amarelo palha brilhante.
Olfato: Frutas citrinas, especiarias e minerais.
Paladar: Boa acidez, fresco, final de boca longo e persistente com muita mineralidade.


5) Chablis Premier Cru "Mont de Mileu" Safra 2010
Cor/Visual: Amarelo palha brilhante.
Olfato: Frutas citrinas, toques florais, herbáceos e um leve tostado.
Paladar: Boa acidez, final de boca longo e muito persistente.


Os vinhos La Chablisienne são importados pela Interfood.
www.interfood.com.br

Até o próximo post!

Vanda Meneguci.

sábado, 2 de novembro de 2013

Degustação de vinhos Monte da Ravasqueira

                                                                                                     
Vinhos do Alentejo são sempre muito convidativos para mim. Não é a toa que essa é uma das mais importantes regiões da viticultura portuguesa. Por isso fiz tanta questão em participar desta prova para conhecer o Monte da Ravasqueira.

A degustação ocorreu na ABS-SP e foi ministrada por Joaquim GuimarãesAdministrador Comercial da vinícola. Sob comando da família José de Mello há várias gerações e atualmente sob distribuição da Pernod Ricard, o produtor leva a sério o conceito de terroir focado na produção trabalhado à viticultura de precisão, para que assim possa ser explorado ao máximo cada bloco de vinha. Nesta degustação, tive o privilégio de degustar 4 quatro excelentes rótulos: Monte da Ravasqueira Branco safra 2012, Monte da Ravasqueira Tinto safra 2010, Monte da Ravasqueira Reserva safra 2011 e Monte da Ravasqueira Vinha de Romãs safra 2009. 


Vamos para a prova?



Monte da Ravasqueira Branco safra 2012.
Corte: 50% Alvarinho, 40% Viogner, 10% Arinto
Cor/ Visual: amarelo palha com reflexos verdeais, lágrimas finas.
Olfato: frutas citrinas (limão, abacaxi), maçã verde, notinhas tostadas, bastante frutado.
Paladar: apresentou ótima acidez, retrogosto de frutas citrinas, boa acidez. Frutado e equilibrado.


Monte da Ravasqueira Tinto safra 2010. 
(um vinho gastronômico com taninos suaves).
Corte: 30% Syrah, 20% Alicante Bouschet, 20% Touriga Nacional, 10% Aragonez, 10% Trincadeira, 5% Touriga Franca e 5% Petit Verdot.
Cor/ Visual: vermelho Rubi intenso com reflexos violáceos. Leve halo de evolução.
Olfato: frutas vermelhas escuras maduras. Framboesa, cassis, toque mentolado e ligeiro de cacau.
Paladar: boa acidez em equilíbrio com álcool. Taninos elegantes.


Monte da Ravasqueira Reserva 2011
Cor/ Visual: vermelho rubi intenso com reflexos violáceos.
Olfato: framboesas, ameixas, leve toque de pimentão e herbáceo.
Paladar: boa estrutura, presença de taninos, boa acidez,  podendo evoluir para uma melhor prontidão (mais uns 3 anos).


Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2009
Cor/ Visual: vermelho rubi intenso com reflexos violáceos.
Olfato: frutas escuras e especiarias.
Paladar: boa acidez, taninos equilibrados e muito elegantes. Retrogosto igual ao olfato. Final longo e persistente.

Os vinhos Monte da Ravasqueira são importados pela Vinci.
http://www.vinci.com.br

Até o próximo post!
Vanda Meneguci

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Juntei paixão ao vinho, paixão pela Itália e paixão por história para escolher este vinho. Memoro Rosso da Tenute Piccini.

Juntei paixão ao vinho, paixão pela Itália e paixão por história para escolher este vinho. Todos esses conceitos estão agregados ao Memoro, o vino Rosso D´Itália da Tenute Piccini, localizada em Castellina in Chianti, região da Toscana, província de Siena.

Fundada em 1882 por Angiolo Piccini, o qual iniciou suas atividades como uma pequena empresa de apenas 7 hectares. Hoje em sua quarta geração, leva a sério os  conceitos dos seus predecessores, que marca a sua história de sucesso, onde uma frase resume todo amor e respeito pela viticultura " Não importa o quanto você ganha , mas sim a paixão que você coloca no que você faz."  Memoro é um vinho especial, um projeto único, uma edição de aniversário que celebra 150 anos na unificação da Itália. O interessante é a proposta deste vinho. Uma rosa dos ventos que simboliza os quatro cantos do país e a presença de algumas das uvas mais expressivas para a criação deste blend não safrado, cujo o corte é 40% Primitivo, 30% Montepulciano, 20% Nero d´Avola, 10% Merlot do Veneto.

Bom, vamos lá para as impressões e análise gustativa deste vinho. De cor vermelho rubi escuro, com bastante lágrimas. No olfato é um vinho complexo, mas sente-se notas de frutas vermelhas, especiarias e um leve aroma de tabaco. Em boca é bastante alcoólico, potente, de boa estrutura e taninos bastante presentes, porém equilibrados. É um vinho muito bom, italiano de corpo e de alma! Bom para harmonizar com carnes vermelhas e de caça e até mesmo com queijos fortes.

Onde encontrar: Vinci 
http://www.vinci.com.br

Até o próximo post!

Vanda Meneguci.



segunda-feira, 30 de setembro de 2013

50 Grandes Vinhos de Portugal - Por Dirceu Vianna Júnior


 Aconteceu nesta última quarta - feira dia 25 de setembro na Casa Leopolldo Jardins, promovida pela Vinhos de Portugal a grande degustação "50 Grandes Vinhos de Portugal". A seleção foi realizada pelo Wine Master Dirceu Vianna Júnior, o qual selecionara 50 rótulos a dedo, pensados principalmente no perfil do consumidor variado, seja na relação custo-benefício ou nas preferências diversas, entre brancos Alvarinhos, Alentejanos, Dourienses, vinhos fortificados como os do Porto e sobremesas, além de outros estilos e procedências.

Difícil dizer aqui  qual vinho  ou estilo melhor, ou simplesmente os melhores diante de tantas variedades e qualidades, portanto citarei aqui alguns aos quais eu tive a oportunidade de degustar e que por fim achei excepcionais.
Portal do Fidalgo e Muros de Megalço, dois grandes vinhos Alvarinhos; Redoma Reserva da região do Douro, que tem como castas Rabigato, Codega, Donzelinho e Arinto. Na seleção dos tintos o Terra D´Alter um 100% Touriga Nacional, Canto X , da região do Alentejo (sem importador) um corte de Syrah, Alicante Bouchet e Touriga Nacional; Casa da Passarella Vinhas Velhas da região do Dão (conjunto de castas autóctones) e um quarteto fantástico exposto em uma única mesa, Quinta do Perdigão (100% Touriga Nacional) da região do Dão; Quinta do Vallado Reserva Field Blend (vinhas velhas 100 anos e Touriga Nacional) do Douro; Quinta da Casa Amarela Grande Reserva Casa Ferreirinha Callabriga, ambos do Douro também com corte de Touriga Franca, Touriga Nacional e Tinta Roriz. Não poderia deixar de comentar aqui, também sobre os maravilhosos vinhos do Porto Graham´s Tawny 30 Anos e Burmester Porto Colheita, 1963. Imperdíveis.

























Abaixo a relação dos 50 vinhos participantes e seus respectivos importadores:

Vinhos Brancos:

01- Covela Escolha Branco safra 2012 - (Importadora Magnum)
02- Quinta da Levada safra 2012 (sem importador)
03- Soalheiro safra 2012 (Importadora Mistral)
04- Quinta de Gomariz Grande Escolha Safra 2012 (Importadora Decanter)
05- Casa da Senra safra 2012 (sem importador)
06- Tapada dos Monges safra 2012 - (Garrafeira Real e Supermercados Fadaleal)
07- Muros Antigos safra 2012 (Importadora Decanter)
08- Portal do Fidalgo safra 2011 (Casa Flora)
09- Muros de Melgaço safra 2011 (Importadora Decanter)
10- Royal Palmeira safra 2009 (IdealDrinks & Gourmet)
11- Quinta da Fonte do Ouro Encruzado safra 2011 (Adega dos 3)
12- Morgado de Santa Catherina safra 2010 (wine.com )
13- Redoma Reserva safra 2011(Importadora Mistral)
14- Conceito Branco safra 2010 (Épice)

Vinhos Tintos:

15- Cortes de Cima Trincadeira safra 2011 (Adega Alentejana)
16- Terra D´Alter Touriga Nacional safra 2010 (Importadora Obra Prima)
17- Herdade da Pimenta Grande Escolha safra 2010 (RJU Com e Beneficiamento de Frutas e Verduras)
18- Tinto da Talha Grande Escolha safra 2009 (Adega Alentejana)
19- Canto X safra 2009 (sem importador)
20- Cartuxa safra 2009 (Adega Alentejana)
21- Cortes de Cima Reserva safra 2009 (Adega Alentejana)
22- Dona Maria Reserva safra 2009 (Decanter)
23- Conde D´Ervideira Private Selection Tinto safra 2008 (Intercom Com Int)
24- Aliança Bairrada Reserva safra 2011 (sem importador)
25- Vinha Pan safra 2009 (Importadora Mistral)
26- Marquesa de Alorna Reserva 2009 (Adega Alentejana)
27- Julia Kemper safra 2009 (Gracciano Com. Imp. Exp. Bebidas)
28- Quinta Fonte do Ouro Touriga Nacional safra 2009 (Adega dos 3)
29- Casa da Passarela Vinhas Velhas safra 2009 (Vinica)
30- Quinta do Serrado Reserva safra 2009 (sem importador)
31- Quinta do Perdigão Touriga Nacional safra 2008 (Importadora Mistral)
32- Quinta da Bica Reserva safra 2005 (Gracciano Import)
33- Quinta do Vallado Reserva Field Blend DouroTinto safra 2011 (Importadora Cantu)
34. Quinta da Casa Amarela Grande Reserva safra 2011 (Wine Mundi)
35- Casa Ferreirinha Callabriga safra 2010 (Importadora Zahil)
36- Quinta do Crasto Reserva Vinhas Velhas safra 2010 (Qualimpor)
37- Pintas safra 2010 (Adega Alentejana)
38- Poeira safra 2010 (Mistral)
39- Batuta safra 2010 (Mistral)
40- Passadouro Touriga Nacional safra 2010 (Adega Alentejana)
41- Quinta do Pessegueiro safra 2010 (Real Com Ltda)
42- CV - Curriculum Vitae safra 2010 (Worldwine)
43- Quinta De La Rosa Reserva safra 2009 (Importadora Ravin)
44- Chryseia safra 2009 (Importadora Mistral)
45- Quinta do Noval Touriga Nacional safra 2009 (Adega Alentejana)
46- Quinta do Portal Auru safra 2009 - (Wine & Roses)

Fortificados e Sobremesa:

47- Bacalhôa Moscatel Roxo safra 2001 (Portuscale)
48- Justino´s Madeira Colheita safra 1995 (Porto a Porto / Casa Flora)
49- Graham´s Tawny 30 anos - (Importadora Mistral)
50- Burmster Porto Colheita safra 1963 - (Adega Alentejana)

Até o próximo post!
Vanda Meneguci

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Degustação Espumantes Adolfo Lona

 Uma verdadeira aula. Foi esse o sentimento de todos os presentes na degustação dos espumantes Adolfo Lona, realizada nesta última quarta-feira, na ABS-SP. Adolfo Lona possui uma bela trajetória profissional. Argentino de nascimento, trabalhou ao longo de 30 anos para a empresa Martini e Rossi, sendo responsável pela linha de vinhos e espumantes do grupo aqui no Brasil. Com o passar dos anos, agregou now how e expertise suficientes para montar o seu próprio negócio, criando assim uma produtora artesanal de espumantes de qualidade em Garibaldi - RS.

 Lona é hoje reconhecido como um dos principais contribuintes na construção da história moderna da vitivinicultura brasileira, nos tempos que o país engatinhava na elaboração de vinhos de qualidade. Sorridente e bastante simpático, esbanjou didática e conhecimentos profundos, indo do início ao fim do tema sem titubear, apresentando não somente os seus vinhos, mas sim uma aula de produção, métodos de produção e serviço extras. Sua produção é bastante limitada, sendo produzida apenas 70.000 garrafas por ano, sendo que boa parte da quantidade total é focada na produção do Brut Rosé (36.000) garrafas/ano. Foram apresentados os seus 5 espumantes, sendo 3 produzidos pelo método Charmat, e 2 pelo método tradicional.

 Iniciou-se a degustação pelo Brut método charmat, com 75% de Chardonnay e 25% de Pinot Noir. De ótimo frescor e predominância em frutas, sente -se em boca frutas tropicais como abacaxi e uma delicada notinha floral. Boa acidez, um vinho realmente muito interessante para acompanhar as mais variadas harmonizações. Logo em seguida, foi servido o Rosè Brut, também pelo método charmat. Muito saboroso, um belo exemplar de blanc de blanc e blanc de noir, sendo assim um vinho com o corte   de  Chardonnay  e Pinot    Noir.  Aromas de frutas citrinas, florais e ótima acidez. Um rosè para ninguém botar defeito, muito elegante, o qual agradou a todos, comentado pela sua altíssima qualidade e sabor (está aí explicação da sua elevada produção de espumante rosé, pois o produto é diferenciado mesmo). Ainda pelo método Charmat, degustamos o Demi Sec 100% Moscatel. Com boa tipicidade, fragrante, bastante saboroso.

Os dois últimos foram vinhos de aromas mais complexos, de qualidade impecáveis, produzidos pelo método champenoise, Adolfo Lona Brut e Adolfo Lona Nature, ambos passam por um processo de produção que dura dezoito meses. Deliciosos.

Por fim encerro a matéria publicando uma frase do Adolfo Lona:

" Nenhuma bebida reúne tantos atributos como o espumante, alegre, versátil, sofisticado, sugestivo e festivo"
 (Nenhum encontro fica igual com a sua chegada).

Certamente!

Para informações de venda visite o site: www.adolfolona.com.br

Até o próximo post!

Vanda Meneguci. 

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Degustação de Vinhos Casa Lapostolle


Um Chateau Francês em terras Chilenas? Sim. Essa é a essência da Lapostolle, um talento e tradição familiar que já se estende por 7 gerações nesta  ponte entre França e Chile. Famosa e consagrada na Europa e no mundo pela produção de aguardentes, cognacs e claro, pelo globalizado licor Marnier. A maior premissa do grupo e da Lapostolle? Buscar imagem associada a qualidade. Nesta última quarta-feira, a ABS - SP recebeu Benjamin Fraysse, gerente de exportações desta distinta viña. O interessante nas degustações realizadas pelo próprios produtores é o conceito do grupo que é apresentado. Se você já aprecia, fica apaixonado pela forma como a produção é realizada. Essa tem sim muita técnica, experiência, dedicação e profissionalismo, que fazem toda a diferença final, trazendo para os ávidos apreciadores produtos de excelência inquestionáveis as quais iniciam-se já na colheita das uvas, realizadas em período noturno e 100% manual, contribuindo assim na frescura da fruta, onde seus aromas permanecem preservados justamente para não correr riscos de uma pré fermentação. O investimento no cultivo orgânico e biodinâmico tornam-a ainda mais especial, - agricultor, vitivinicultor, animal - conceitos sublimes que superam a própria expressão do terroir. 

Foram degustados 4 grandes rótulos: Cuvée Alexandre Chardonnay safra 2011, Casa Lapostolle Carménère safra 2011, Canto de Apalta safra 2010 e o mais supremo de todos, o Clos Apalta safra 2010.

O Chardonnay de boa acidez, aromas muito complexos, os quais senti uma ainda que sutil notinha de maçã verde, me agradou muito. O Carménère jovem, frutado evidenciou as características de frutas negras e eucaliptos. De boa acidez e equilibrado. Leva um percentual de 15% da casta Merlot, conferindo assim um final de boca muito macio e gostoso. Já os dois últimos vinhos são mais estruturados, de assemblage mais complexa. Nas lágrimas já se via os toques violáceos. Estavam ótimos e poderiam certamente evoluir ainda mais, por possuirem bom potencial de guarda para isso. Frutas escuras, especiarias, mentol e chocolate vieram em nariz e também em boca. Sucesso total. Vinhos maravilhosos. Despertaram aquela boa sensação em mim de "quero mais" !!! Amei.




Todos os vinhos são importados pela Mistral. Não são vinhos baratos, mais valem o preço.


Cuvée Alexandre Chardonnay safra 2011(Casablanca Valley): US$ 57.90

Casa Lapostolle Carménère safra 2011: US$ 29.90

Canto de Apalta safra 2010: US$: 45.90

Clos Apalta safra 2010. US$: 199.50


Até o próximo post!

Vanda Meneguci.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Wine In - Vinhos Perini e Kranz

Continuando o tour ao redor das mesas de degustação, fui visitar o produtor Perini, da região de Farroupilha, no Rio Grande do Sul. Lá degustei o espumante Perini Champenoise. Muito gostoso, elaborado com as castas Chardonnay e Pinot Noir. Por ser um vinho Brut, senti uma doçura a mais no final em boca, comparado aos espumantes Brut tradicionais, o que não desmerecera de forma alguma esse delicado e saboroso vinho, o qual recebeu este ano Medalha de Prata no Concurso Mundial de Bruxelas. Conheci Perini Marselan, um varietal complexo, com aromas de frutas vermelhas frescas, muito aveludado e de baixa graduação alcóolica. Confesso que foi a primeira vez que degustei um vinho desta variedade de casta, resultante do cruzamento de Cabernet Sauvignon e Grenache Noir, sendo assim, uma uva de origem também francesa, e por último o delicioso Fração Única Merlot (com estágio de 8 meses em barricas de carvalho) também reconhecido internacionalmente em Bruxelas (Medalha de Ouro).




O último produtor visitado foi a Kranz, cuja a descendência da família é austríaca, da região de Treze Tílias no Planalto Catarinense. Vinhos muito bem elaborados de ótima acidez e elegância. Degustei aqui o Rosè, (gostei muito) o qual fermenta sem contato com as cascas, permanecendo apenas na prensagem, porém me apaixonei pelo Sauvignon Blanc ! O desfecho foi realizado com o mestre principal: Fabulosun. Um vinho potente, estruturado, complexo e elegante. Me lembrou os bons vinhos de corte sicilianos. Um assemblage das castas Cabernet Sauvignon, Malbec e Merlot. Brincamos eu e um amigo: " Fizera jus ao nome".


Wine In. Espero você no próximo ano!
Vanda Meneguci.





segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Primeiro Wine In São Paulo - Centro Fecomércio de Eventos



Ando apaixonada por vinhos nacionais, e isso vem me causando cada vez mais admiração e orgulho, não só pela qualidade e tecnologia dos produtores, mais também na forma como o mercado evolui  nos eventos do segmento pensando em seus mínimos detalhes. O já conceituado Circuito Brasileiro de Degustação,- com incentivo da Vinhos do Brasil, Wines of Brasil, 100% Suco de Uva do Brasil, Ibravin, Apex Brasil, Secretaria de Agricultura 

Pecuária e Agronegócio, Governo do Estado do Rio Grande do Sul e Abrasel, apresentou nos dias 22 e 23 de agosto, o primeiro Wine In São Paulo, realizado no Centro Fecomércio de Eventos.
 A edição que tem como maior objetivo promover os vinhos nacionais e suas regiões de produção - Vale do São Francisco, Planalto Catarinense, Campos de Cima da Serra, Serra Gaúcha, Alto Uruguai, Serra do Sudeste e Campanha - contou com a participação de 23 vinícolas mais uma estação do Projeto Suco de Uva 100% do Brasil.

Estive lá para conferir o primeiro dia. Cheguei logo no início para aproveitar ao máximo, e também para evitar filas, mais tudo foi muito tranquilo, realizado com muita organização na recepção, desde a retirada das taças ISO e livretos distribuídos a todos os convidados. Iniciei o percurso conhecendo a Sanjo, uma vinícola que fica em São Joaquim, região serrana de Santa Catarina. Comecei conhecendo seu delicioso Núbio Sauvignon Blanc safra 2012. Um vinho jovem, quase incolor, frutado e muito aromático, com notas de frutas frescas. Estava quente na tarde de quinta - feira, e felizmente o vinho foi servido bem geladinho. Passando para os vinhos tintos, degustei o Nobrese Cabernet Sauvignon (um varietal simples mais de ótima qualidade e tipicidade) e o Núbio safra 2007, com 12,9 % de graduação alcóolica, o qual 50% do vinho estagiou em barricas de carvalho francesas. Os destaques ficaram para os dois últimos, o Maestrale e Mastrale Integrus, ambos 100% Cabernet Sauvignon, sendo que o  primeiro passou 18 meses amadurecendo em contato com as borras finas e leveduras (sur lies) em carvalho frânces, já o segundo passou também por fermentação integral  em barris de carvalho  e maceração longa com as cascas pelo período de  4 semanas, a qual lhe conferiu uma coloração bastante intensa. Adorei esse produtor! Sai da mesa de degustação muito admirada, pela abordagem e cordialidade a qual o representante dispensara e pela qualidade e excelência de todos os vinhos provados. Fui posteriormente a Lídío Carraro, vinícola boutique já bastante conhecida e com boa distribuição no país, produtor da região do Vale dos Vinhedos, de Bento Gonçalves, Rio Grande do Sul.















Lá degustei o Dádivas Pinot Noir safra 2012, um Pinot leve, saboroso, mais o meu foco por fim era conhecer o Faces, o vinho oficial da Copa de 2014. Infelizmente a mesa estava lotada, então não tive muito tempo para perguntas e tampouco conhecer as variedades, mais consegui provar o Faces Branco safra 2012, o qual é um corte de três uvas: Chardonnay, Riesiling e Moscato, gostei muito!!! Já o Faces Tinto... deixamos para a próxima. Cheguei posteriormente onde queria, no produtor Routhier & Darricarrère, o produtor do vinho da Kombi que eu queria muito degustar, antes porém me apaixonei pelo Província de São Pedro Chardonnay safra 2011 servido deliciosamente; muito aromático, de excelente acidez. Soube também, através de enólogo, que este vinho descansou por doze meses em barricas de carvalho da Fôret-des-Voges (Alsácia - França). Diferente dos outros carvalhos franceses, ele confere ao vinho taninos finos e especiais para a elaboração de vinhos brancos finos de guarda. E finalmente aquela garrafa lindinha com o rótulo da Kombi (eu amooo o estilo retrô das Kombis antigas). Eu já havia me apaixonado pela garrafa quando a vi em um site de compras de vinhos, e agora eu estava ali, diante no meu objeto de desejo: O Red (o mome oficial do vinho).

Conta a história dos dois irmãos Darricarrère que vindos do Uruguai ainda jovens compraram uma Kombi vermelha a qual fora batizada de  Col (diminutivo de caracol) pois a consideravam uma casa ambulante, a qual viajavam pelas praias do país. Um vinho jovem, com toques herbáceos de taninos presentes porém elegantes. Amei este vinho e publicitária como sou, comprei a proposta, a história, o estilo visual, o lindinho material de merchandising (uma caixa expositora em formato de Kombi) e claro, o conteúdo do produto. Super recomendo!

Falarei no próximo post sobre mais 2 produtores. Quero terminar este texto com o gosto e impressões maravilhosas referentes aos vinhos experimentados das três vinícolas citadas!!!

Até o próximo post!
Vanda Meneguci.


sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Vinitaly 2013 - Consorzio Tutela Valcalepio - Bergamo, Lombardia - Azienda Agricola Locatelli Caffi


BENVENUTI A BERGAMO. CUORE AGRICOLO E PRODUTTIVO DELLA LOMBARDIA- Frase do folder que trouxe comigo para o Brasil para relembrar do pavilhão da Lombardia e principalmente do Consorzio Tutela Valcalepio.


Valcalepio, é uma denominação reconhecida desde 1976, sendo vizinha da famosa Franciacorta, situada entre o Lago d´Iseo e o Lago de Como que tem como determinação a utilização de castas francesas em seu mais típíco corte bordalês, sim bordalês, o qual leva a priori algumas determinações simples: Merlot 40 - 75% e Cabernet Sauvignon 25-60% as quais deverão ser vinificadas separadamente levando em consideração as diferentes épocas de maturação das castas (em Bordeaux, sua região de origem, a casta Merlot costuma amadurecer em média 2 semanas antes da Cabernet Sauvignon sendo a mesma  uma uva que se adapta bem em regiões de climas frios, por fim se adaptou bem em Bergamo). Pela predisposição do terrítório do Consorzio Valcalepio para produção de vinhos tintos partindo das condições particulares de maturação das uvas e também da estrutura, se faz também  vinhos de denominação Riserva (3 anos de envelhecimento obrigatório). Há também regras básicas para a produção de vinhos DOC Valcalepio Bianco e DOC Valcalepio Passito. Para os vinhos brancos, o corte se faz pela variação das uvas Chardonnay, Pinot Bianco e Pinot Grigio na proporção de 55-80% Pinot Bianco e Chardonnay e 20-45% Pinot Grigio. Já o Valcalepio DO Passito, é produzido 100% varietal com a casta "Moscato di Scanzio", uva autóctone da região.


Estava eu então, circulando pelo Pavilhão da Lombardia, quando enfim me surpreendi com esse consórcio o qual não conhecia. O mais interessante nessas grandes feiras internacionais de vinhos é justamente descobrir  "o novo", regiões maravilhosas e produtores únicos. Visitar os estandes da Speri, Masi, Ruggeri, Bucci, La Massa, entre os mais renomados produtores italianos foi fácil, e quem aprecia mesmo bons vinhos italianos encontra todos esses excelentes produtores em território nacional sem muitos esforços, mais se deparar com que é raro, é delicioso!!!  


Conheci a L´Azienda Agriciola Locatelli Caffi, uma vinicola familiar, ao sopé da região de produção DOC, bem no coração de Bergamo e a oeste do Logo Iseo. É uma vinicola que se enquadra no padrão de boutique, a qual leva em consideração a qualidade e excelência dos vinhos em uma produção bastante limitada. Cheguei no estande, e o próprio produtor, o filho mais novo me atendeu. Nessas alturas já tinha visitado tantos produtores da Lombardia, pois estava  fazendo parte de uma rodada de negócios junto a delegações do mundo todo. Foi o produtor mais interessante que conheci, fique lá por mais de 1 hora, conversando sobre o Brasil, sobre a Itália, e obviamente degustando os excelentes vinhos.

Iniciei a degustação provando o DOC Valcalepio Bianco safra 2012 cujo corte é 70% Chardonnay e 30% Pinot Grigio. Estava na temperatura ideal, não muito gelado, mesmo porque estava muitooo frio, e isso poderia comprometer o sabor das frutas e por fim a excelente qualidade do vinho. Na sequência degustei o Rosso DOC safra 2010, com o seu corte bordalês 50% Merlot e 50% Cabernet Sauvignon.


Delicioso, bastante frutado e já com aromas presentes de madeira pelo estágio de 12 meses em barricas de carvalho. O Riserva safra 2008 também segue o mesmo corte, porém com percentuais um pouco diferentes, - 40% de Merlot e 60% de Cabernet Sauvignon- um vinho mais potente, que precisa decantar, gostoso e certamente perfeito para acompanhar carnes vermelhas ou queijos envelhecidos. Pesadão, bordalês - italiano. Detalhe: Me apaixonei pela garrafa, a garrafa mais bonita de toda a Vinitaly: Traz pinturas de Caravaggio no rótulo...aí eu amoleci de vez!!!!  E por último o Moscato Passito da autóctone "Moscato di Scanzio"... só faltou eu solicitar o tapete voador e sair flutuando!!!


A degustação chegou ao fim e o bate papo com o produtor também, que por fim me disse: "Un peccato non si ha tempo per conoscere la cantina" e eu respondi " In una altra volta". Virei una amica brasiliana! Uma grande descoberta. E eu e a Itália, a Itália e eu: Um amor eterno.

Locatelli Caffi: Un Piacere!

Visitem o site da vinicola:


Até o próximo post!

Bom fim de semana.
Vanda Meneguci.